Com perdas de mais de 6% do petróleo, açúcar despenca em NY e Londres nesta 2ª

Publicado em 09/05/2022 16:45 e atualizado em 10/05/2022 08:48
Oscilações do óleo impactam diretamente na decisão das usinas sobre o mix, principalmente com foco em 22/23

Os contratos futuros do açúcar encerraram a sessão desta segunda-feira (09) nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado sentiu peso do petróleo e câmbio no dia, além de atenção para as origens produtoras, voltando a ficar abaixo de 19 cents/lb.

O principal vencimento do açúcar bruto na Bolsa de Nova York caiu 2,61%, cotado a 18,66 cents/lb, com máxima de 19,03 cents/lb e mínima de 18,56 cents/lb. Em Londres, o primeiro contrato caiu 1,86%, negociado a US$ 521,40 a tonelada.

Em meio aos temores com a demanda devido aos isolamentos da Covid-19 na China, principal importador global do óleo, os preços do petróleo despecavam desde as primeiras horas do dia. Além disso, houve pressão com as oscilações do câmbio.

"A extensão total da destruição da demanda chinesa por petróleo ainda não foi sentida", disse à Reuters o analista da PVM Stephen Brennock. As oscilações do óleo são fundamentais para a definição do mix pelas usinas na safra 2022/23.

As usinas do Centro-Sul do Brasil ainda têm alguma margem de alteração do mix, apesar de fixações aceleradas.

Além disso, nos fundamentos, o mercado olha com otimismo o avanço mais expressivo da nova safra no Brasil, após um início mais lento do que em outros anos. A nova temporada deve ser mais expressiva do que a anterior.

"As usinas mostraram forte preferência na primeira quinzena de abril pela alocação de cana para etanol ao invés de produção de açúcar e o mercado estará acompanhando de perto para ver até que ponto essa tendência se mantém", disse a Reuters.

A expectativa é pela confirmação desses dados na divulgação da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) da segunda quinzena de abril. As safras indiana e tailandesa 2021/22 também deverão ser expressivas, elevando a oferta no mundo.

MERCADO INTERNO

Os preços do açúcar têm recuado no mercado interno nos últimos dias com o avanço da safra, apesar de repiques corretivos de alta. No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, saltou 0,71%, negociado a R$ 134,38 a saca de 50 kg.

Já nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou cotado a R$ 153,84 a saca e alta de 0,43%, segundo dados levantados pela consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 20,28 c/lb com alta de 1,99%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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