hEDGEpoint Global Markets avalia o impacto dos Cbios no mercado de açúcar e etanol

Publicado em 26/07/2022 13:22 e atualizado em 26/07/2022 14:16

O comitê RenovaBio recomendou na última sexta-feira (15) a prorrogação da data para comprovação de atendimento à meta de descarbonização dos distribuidores em um ano, ou seja, até o final de 2023. A expectativa de uma prorrogação do prazo teve forte impacto no preço do Cbio, avalia a hEDGEpoint Global Markets.

“O impacto da queda dos preços do Cbio também foi sentido no mercado de açúcar. Uma vez que o Brasil é o principal fornecedor do adoçante no momento, uma redução do preço do etanol significa uma queda do piso do açúcar e, portanto, pode ser entendido como baixista”, afirma Yuri Renni, analista sênior de inteligência de mercado de energia renovável da hEDGEpoint Global Markets. 

O que são Cbios e por que são importantes? 

O Programa RenovaBio estabelece metas nacionais anuais de descarbonização para o setor de combustíveis, de forma a incentivar o aumento da produção e de participação de biocombustíveis na matriz energética de transportes do Brasil.
 

O RenovaBio funciona como cap-and-trade, onde o CNPE define as metas e o mercado negocia os Cbios (Crédito de Descarbonização). Estes são gerados por produtores e importadores de biocombustíveis e devem ser comprados por distribuidores de combustíveis fósseis, que possuem metas individuais de abatimento. O Cbio não possui data de vencimento, sendo retirado de circulação somente quando for solicitada sua aposentadoria. A adesão do mercado em 2021 foi de 98% da meta de 24,86 milhões de Cbios. Assim, o Cbio remunera o produtor de biocombustíveis tendo impacto direto nos preços dos combustíveis.

Confira aqui o relatório completo 

Fonte: hEDGEpoint Global Markets

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