Açúcar recupera terreno nesta 5ª em ajustes depois de perdas no início da semana

Publicado em 29/12/2022 16:16
Preços também acompanharam as altas do dólar sobre o real, apesar de suporte do financeiro e origens

As cotações futuras do açúcar encerraram a sessão desta quinta-feira (29) com valorização nas bolsas de Nova York e Londres. O mercado do adoçante recuperou terreno no dia com movimento de ajuste de posições, após perdas no início da semana.

Além disso, houve suporte do câmbio para as cotações.

O vencimento mais negociado do açúcar bruto na Bolsa de Nova York subiu 0,64% no dia, cotado a 20,29 cents/lb, com máxima de 20,44 cents/lb e mínima de 20,13 cents/lb. Em Londres, o primeiro contrato teve avanço de 1,10%, a US$ 561,80 a tonelada.

Depois de queda nos últimos dias, mas ainda mantendo o patamar de 20 cents/lb em Nova York, os preços futuros do açúcar tiveram um movimento de ajuste natural nas bolsas externas nesta quinta. Além disso, também houve suporte com a desvalorização do dólar sobre o real.

Nesta tarde, o dólar tinha alta moderada sobre o real.

"O mercado caiu acentuadamente depois de estabelecer uma alta de quase seis anos de 21,18 centavos na semana passada, mas a compra comercial em torno de 20,10 a 20,20 centavos ajudou a interromper o declínio", destacou a agência de notícias Reuters.

Como fator de pressão, o mercado acompanhou no dia a desvalorização do petróleo, assim como as informações das origens produtoras também seguem no radar, principalmente para o Centro-Sul do Brasil diante de divulgações nesta semana.

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) trouxe nesta semana uma estimativa de produção na safra 2022/23 do Brasil de 598,3 milhões de toneladas, um crescimento de 4,4% ante o levantamento anterior e também do ciclo passado.

"O acréscimo foi motivado por ajustes na área colhida e produtividade obtida, principalmente no estado de São Paulo", disse a entidade na divulgação.

A consultoria Datagro estimou na véspera que a safra 2023/24 de cana do Centro-Sul deve subir para 590 milhões de toneladas. Ambas as últimas safras de cana-de-açúcar do Brasil devem dar suporte importante para um estimado superávit global de açúcar.

Leia mais:

+ Superávit global de açúcar na safra 22/23 é elevado pela Datagro para 4,76 mi de t

MERCADO INTERNO

A lentidão domina o mercado neste final de ano e os preços seguem próximos de R$ 140 a saca. No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, ficou estável, negociado a R$ 136,69 a saca de 50 kg.

Já nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou cotado a R$ 137,55 a saca - estável, segundo dados da consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 21,60 c/lb com desvalorização de 0,77%.

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Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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