Açúcar: StoneX eleva safra 23/24 do Centro-Sul para quase 600 mi de t e mercado cai quase 1%

Publicado em 20/03/2023 15:12
O petróleo em queda nesta 2ª feira também contribuiu para as perdas no mercado do adoçante

As cotações futuras do açúcar encerraram a sessão desta segunda-feira (20) mais baixas nas bolsas de Nova York e Londres. O dia foi marcado por notícia que reforçou o otimismo com a safra 2023/24 do Centro-Sul do Brasil, além do recuo do petróleo.

O vencimento mais negociado do açúcar bruto na Bolsa de Nova York caiu 0,92%, negociado a 20,48 cents/lb, com máxima em 20,69 cents/lb e mínima de 20,42 cents/lb. Em Londres, o primeiro contrato teve queda de 0,77% no dia, a US$ 580,60 a tonelada.

O mercado estende perdas com operadores atentos para a safra 2023/24 do Centro-Sul do Brasil. A informação mais recente veio da consultoria StoneX, que revisou para cima seus números, e passa a ver quase 600 milhões de toneladas de moagem.

A consultoria elevou sua estimativa de janeiro (588,2 milhões de toneladas) para 592,1 milhões de toneladas. Isso representa um salto de 6,2% na comparação com a temporada anterior.

"As condições climáticas começaram a melhorar para os canaviais brasileiros, e o último trimestre de 2021 voltou a registrar um aumento considerável nas precipitações da região, cenário que perdurou durante o ano de 2022. Sendo assim, o mercado sucroenergético mantém o otimismo evidenciado na safra atual para o próximo ciclo, que terá início no segundo trimestre de 2023", relata a StoneX.

Leia mais:

+ StoneX eleva previsão de moagem de cana do centro-sul do Brasil

Como viés positivo aos preços, as safras asiáticas também são monitoradas.

Do financeiro, a pressão para o açúcar veio do petróleo. O óleo bruto segue sua trajetória baixista dos últimos dias devido a preocupações com o setor bancário global e um aumento potencial nas taxas de juros dos Estados Unidos.

O óleo impacta diretamente na decisão das usinas sobre a produção de açúcar ou etanol com base no que estiver mais rentável.

MERCADO INTERNO

Os preços do açúcar trabalham sem clara direção no mercado spot. Porém, agentes detalham que a liquidez é baixa. No último dia de negociação, o Indicador CEPEA/ESALQ do açúcar, cor Icumsa de 130 a 180, mercado paulista, foi negociado a R$ 132,26 a saca de 50 kg e queda de 0,32%.

Já nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, o açúcar ficou cotado a R$ 146,73 a saca e alta de 4,71%, segundo dados da consultoria Datagro. O açúcar VHP, em Santos (SP), tinha no último dia de apuração o preço FOB a US$ 21,64 c/lb e desvalorização de 0,43%.

» Clique e veja as cotações completas de sucroenergético

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Açúcar reage nas bolsas após projeção de déficit global saltar para 6,3 milhões de toneladas
Conferência Internacional DATAGRO reúne líderes do setor para debater futuro do açúcar, etanol e biocombustíveis
Brasil pode responder por 73% das exportações globais de açúcar bruto e ampliar protagonismo em 2027
Com expectativa de mix mais alcooleiro, moagem da safra de cana 2026-2027 do Norte-Nordeste atinge 16,7% do previsto
Déficit no mercado global de açúcar deve crescer acentuadamente, diz analista
Açúcar/Cepea: Menor oferta e alta externa impulsionam preços do cristal