Clima favorável melhora expectativa para safra de cana do Brasil e preços do açúcar caem até 3,1% nesta 3ª feira

Publicado em 14/01/2025 16:56 e atualizado em 14/01/2025 17:49
Analista afirma que já existe expectativa de que a produção de cana-de-açúcar no Centro-Sul ultrapasse 630 milhões de toneladas na safra 2025/26

O volumes de chuvas registrado desde a reta final de 2024 tem possibilidade um bom desenvolvimento das lavouras de cana-de-açúcar no Centro do Sul do Brasil. Diante dessa condição, as cotações têm sido pressionadas no mercado internacional. Nesta terça-feira (14), os futuros caíram até 3,1% nas bolsas de Nova York e Londres. Somente nesta semana o recuo do contrato março/25 da ICE US já chega a 4,7%.

“As chuvas estão muito benéficas nos canaviais do Centro-Sul. Está tendo intercalação entre semana com chuva e semana com sol. Semana passada foi com chuva, essa semana foi com sol e a semana que vem vai ter chuva novamente”, destaca Mauricio Muruci, analista da Safras & Mercado.

Com isso, a projeção da consultoria para a safra de cana-de-açúcar do Centro-Sul do Brasil, que neste ano já subiu de 605 milhões de toneladas par 620 milhões de toneladas, tem a possibilidade de superar os 630 milhões de toneladas. “Tudo isso está levando a percepção de que a safra futura do Centro-Sul do Brasil, a 2025/26, vai superar os 630 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. E aí Nova York está refletindo essa questão de uma entressafra no Centro-Sul do Brasil altamente favorável ao desenvolvimento da casa e à queda dos preços dos açúcar”, acrescenta o analista.

Na Bolsa de Nova York, o contrato março/25 caiu para 18,32 cents/lbp, uma perda de 0,58 cents (-3,07%). O maio/25 recuou para 17,39 cents/lbp, desvalorizando-se em 0,53 cents (-2,96%). Já o julho/25 foi negociado a 17,13 cents/lbp, uma queda de 0,47 cents (-2,67%), enquanto o outubro/25 fechou a 17,26 cents/lbp, registrando baixa de 0,41 cents (-2,32%).

Em Londres, os contratos também encerraram em queda. O março/25 foi cotado a US$ 481,20, com redução de US$ 15,20 (-3,06%). O maio/25 recuou para US$ 485,40, perdendo US$ 15,80 (-3,15%). O agosto/25 terminou o dia a US$ 477,50, uma queda de US$ 15,90 (-3,21%), e o outubro/25 fechou a US$ 477,20, com desvalorização de US$ 13,10 (-2,67%).

Mercado interno

No mercado físico brasileiro, o indicador Cepea Esalq mostra, em São Paulo, o açúcar cristal branco com valor de R$ 158,36/saca, após baixa de 0,89%. O açúcar cristal em Santos (FOB) tem valor de R$ 148,02/saca, com 0,30% de ganho. O cristal empacotado em São Paulo vale R$ 16,8962/5kg. O refinado amorfo está cotado em R$ 3,7868/kg. O VHP tem preço de R$ 112,45/saca.

Em Alagoas, também com base no que mostra o indicador Cepea Esalq, o preço do açúcar está em R$ 153,04/saca, com alta de 0,96%. Na Paraíba, a cotação é de R$ 147,09/saca. Em Pernambuco, o adoçante vale R$ 148,12/saca.

Por: Igor Batista
Fonte: Notícias Agrícolas

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