Açúcar amplia perdas e fecha abaixo dos 14 cents/lbp em NY nesta 4ª feira (11)

Publicado em 11/02/2026 16:20 e atualizado em 11/02/2026 17:47
Preços seguem pressionados no curto prazo, destaca consultoria

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Os preços do açúcar voltaram a cair nesta quarta-feira (14), com recuos próximos de 2% na Bolsa de Nova Iorque e de até 2,74% em Londres, ampliando o movimento de pressão observado nas últimas sessões.

Segundo análise da Hedgepoint Global Markets, o mercado mantém viés baixista para a safra 2025/26, cenário reforçado pelas discussões realizadas durante a Conferência do Açúcar de Dubai, na semana passada. Ainda assim, a consultoria pondera que as perdas vêm sendo limitadas por incertezas relacionadas ao mix de produção do Centro-Sul do Brasil e ao potencial de exportação da Índia.

“No curto prazo, com a aproximação do vencimento do contrato de março e o avanço da nova safra brasileira, a tendência ainda é de pressão sobre os preços”, destacou a Hedgepoint.

Na Bolsa de Nova Iorque, o contrato março/26 recuou 0,28 cent, queda de 1,98%, encerrando a 13,84 cents/lbp. O maio/26 caiu 0,24 cent (-1,74%), fechando a 13,52 cents/lbp. O julho/26 perdeu 0,20 cent, desvalorização de 1,46%, também a 13,52 cents/lbp, enquanto o outubro/26 cedeu 0,17 cent (-1,21%), terminando o dia a 13,87 cents/lbp.

Em Londres, o março/26 despencou US$ 10,90, retração de 2,74%, com fechamento a US$ 387,20/tonelada. O maio/26 registrou baixa de US$ 4,50 (-1,10%), para US$ 405,00/tonelada. O agosto/26 caiu US$ 4,20, perda de 1,04%, encerrando a US$ 398,30/tonelada, enquanto o outubro/26 recuou US$ 3,40 (-0,85%), para US$ 396,60/tonelada.

Apesar do cenário atual de pressão, a Hedgepoint observa que fatores climáticos podem alterar o quadro mais adiante. A possibilidade de ocorrência de um El Niño representa risco relevante para a oferta global na safra 2026/27, especialmente no Hemisfério Norte.

Na Índia, o histórico aponta perdas de produtividade em anos de El Niño. Na Tailândia, chuvas abaixo da média podem comprometer a produção e as exportações. Já na América Central, o fenômeno climático eleva o risco de seca e de estresse hídrico para a cana-de-açúcar ao longo do ciclo.

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Fonte:
Notícias Agrícolas

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