Sem receber de usina, arrendatário se desfez do rebanho
Publicado em 29/01/2009 20:12
e atualizado em 08/03/2020 14:29
Há 14 meses sem receber pelo arrendamento de duas áreas para a Companhia
Brasileira de Açúcar e Álcool, antiga usina Santa Olinda, no distrito de
Quebra-Coco, o pecuarista Antônio Fernando Menegoni Silva teve que se desfazer
de seu rebanho de bovinos, para se manter.
Ele conta que tinha 1,2 mil animais e como não recebeu os valores referentes aos últimos 14 meses de arrendamento teve que vender o gado e hoje tem apenas 100 cabeças no pasto. “Tive que vender meu gado, acabar com meu patrimônio”, lamenta. Em novembro o pecuarista ingressou com uma ação para receber da usina, que pertence ao grupo José Pessoa.
“Eu e meu pai arrendamos 900 hectares para a usina. Eu estou há 14 meses sem receber e meu pai há 18 meses”, diz. Em média, cada um deveria receber R$ 9 mil por mês.
Menegoni arrendou 50% de sua propriedade rural. Sua situação não é diferente de outros arrendatários. A usina tem uma área de 8 mil hectares para o plantio da cana-de-açúcar e arrenda outros 10 mil. “Dos que conheço todos estão sem receber de seis meses para cima”, conta o pecuarista.
Ele afirma que as seguidas mudanças na razão social da usina dificultam as negociações. “Eles vão trocando o CNPJ. Primeiro era Santa Olinda, depois Agrissul agora CBAA”, conta.
Desde que o Campo Grande News divulgou a notícia de que a Prefeitura de Sidrolândia denunciou a usina à polícia por apropriação indébita do ISS, foi procurado por vários credores do grupo.
Problemática – Além das dívidas com o dono da área arrendada, prefeitura e com trabalhadores, há também ação popular por danos causados ao meio ambiente.
O grupo José Pessoa tem unidades em Sidrolândia, Brasilândia (MS), Icem (SP), Campos (RJ), Japoatã (SE), Rio Preto (SP) (sede) e em São Paulo (SP).
Em Brasilândia, a Agrisul Agrícola, antiga Debrasa já foi autuada e interditada por manter seus funcionários, 800 índios, em condições insalubres. Além da situação precária, até falta de água os funcionários relataram aos fiscais da DRT (Delegacia Regional do Trabalho). Em julho do ano passado a unidade entrou para a lista suja do Ministério do Trabalho, que relaciona empresas autuadas por exploração de mão-de-obra.
O Ministério Publico do Trabalho ajuizou uma ação civil pública contra a usina de Brasilândia pedindo R$ 10 milhões em indenização por danos morais ao coletivo.
Cinco empresas do Grupo Pessoa, dentre elas a Agrisul Agrícola, foram banidas do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, a chamada “lista limpa”.
Fonte: Campo Grande News
Ele conta que tinha 1,2 mil animais e como não recebeu os valores referentes aos últimos 14 meses de arrendamento teve que vender o gado e hoje tem apenas 100 cabeças no pasto. “Tive que vender meu gado, acabar com meu patrimônio”, lamenta. Em novembro o pecuarista ingressou com uma ação para receber da usina, que pertence ao grupo José Pessoa.
“Eu e meu pai arrendamos 900 hectares para a usina. Eu estou há 14 meses sem receber e meu pai há 18 meses”, diz. Em média, cada um deveria receber R$ 9 mil por mês.
Menegoni arrendou 50% de sua propriedade rural. Sua situação não é diferente de outros arrendatários. A usina tem uma área de 8 mil hectares para o plantio da cana-de-açúcar e arrenda outros 10 mil. “Dos que conheço todos estão sem receber de seis meses para cima”, conta o pecuarista.
Ele afirma que as seguidas mudanças na razão social da usina dificultam as negociações. “Eles vão trocando o CNPJ. Primeiro era Santa Olinda, depois Agrissul agora CBAA”, conta.
Desde que o Campo Grande News divulgou a notícia de que a Prefeitura de Sidrolândia denunciou a usina à polícia por apropriação indébita do ISS, foi procurado por vários credores do grupo.
Problemática – Além das dívidas com o dono da área arrendada, prefeitura e com trabalhadores, há também ação popular por danos causados ao meio ambiente.
O grupo José Pessoa tem unidades em Sidrolândia, Brasilândia (MS), Icem (SP), Campos (RJ), Japoatã (SE), Rio Preto (SP) (sede) e em São Paulo (SP).
Em Brasilândia, a Agrisul Agrícola, antiga Debrasa já foi autuada e interditada por manter seus funcionários, 800 índios, em condições insalubres. Além da situação precária, até falta de água os funcionários relataram aos fiscais da DRT (Delegacia Regional do Trabalho). Em julho do ano passado a unidade entrou para a lista suja do Ministério do Trabalho, que relaciona empresas autuadas por exploração de mão-de-obra.
O Ministério Publico do Trabalho ajuizou uma ação civil pública contra a usina de Brasilândia pedindo R$ 10 milhões em indenização por danos morais ao coletivo.
Cinco empresas do Grupo Pessoa, dentre elas a Agrisul Agrícola, foram banidas do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, a chamada “lista limpa”.
Fonte: Campo Grande News
Fonte:
Campo Grande News