Açúcar cai mais de 1% e NY atinge mínima de um mês com avanço da safra brasileira
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Os preços do açúcar encerraram em queda nesta quarta-feira (27) nas principais bolsas internacionais. Em Nova Iorque, a commodity atingiu a mínima em um mês, enquanto em Londres os contratos recuaram ao menor nível em três semanas, pressionados principalmente pelo avanço da produção brasileira e pela fraqueza do petróleo.
Na bolsa de Nova Iorque, o contrato julho fechou negociado a 14,14 cents por libra-peso, queda de 40 pontos. Em Londres, o contrato agosto do açúcar branco encerrou cotado a US$ 429,80 por tonelada, recuo de 710 pontos.
O mercado reagiu aos dados divulgados pela Unica, que apontaram forte avanço da produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil. Segundo a entidade, a produção na primeira etapa da safra 2026/27 em abril somou 2,475 milhões de toneladas, alta de 55,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
O aumento foi impulsionado pelo avanço da produtividade agrícola. A quantidade de sacarose por tonelada de cana atingiu 112,58 quilos, crescimento de 5,4% na comparação anual.
Outro fator de pressão veio do mercado de energia. A queda dos preços do petróleo bruto, que atingiram as mínimas em cinco semanas, enfraqueceu o mercado de etanol e ampliou a expectativa de maior direcionamento da cana para a produção de açúcar, aumentando a oferta global da commodity.
As exportações da Tailândia também seguem pesando sobre as cotações. Entre janeiro e abril de 2026, os embarques tailandeses cresceram 29% em relação ao mesmo período do ano anterior, alcançando 1,6 milhão de toneladas. O país é o segundo maior exportador mundial de açúcar.
As preocupações se concentram principalmente nos possíveis impactos sobre Brasil, Índia e Tailândia, três das principais regiões produtororas de açúcar do mundo.
Moagem avança no Centro-Sul
O mercado também acompanha o ritmo da safra brasileira. De acordo com relatório divulgado pela Unica, as usinas do Centro-Sul processaram 40,06 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na segunda quinzena de abril, avanço de 123,12% em relação ao mesmo período do ano passado.
No acumulado da safra 2026/27 até 1º de maio, a moagem atingiu 60,46 milhões de toneladas, crescimento de 74,58% na comparação anual.
El Niño
Apesar da pressão baixista, o mercado continua monitorando os riscos climáticos associados ao fenômeno El Niño, que pode reduzir a produção global nos próximos meses.
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