Açúcar: mercado segue volátil, à espera de uma reação da demanda

Publicado em 11/03/2025 11:31

Na última semana, a guerra comercial entre os EUA e a China gerou volatilidade no mercado de commodities, mas o açúcar permaneceu relativamente estável, já que não se trata de uma commodity comercializada de significativamente entre os dois países. Dessa forma, a maior parte dos ajustes de preço foi atribuída à entrega robusta do contrato de março.

“Sobre as entregas, a participação maior da América Central nas exportações aliviou as preocupações sobre a oferta de curto prazo, com o contrato de maio/25 fechando em 18,3c/lb, abaixo do nível de março. A oferta continua apertada, e a demanda tem pressionado os preços para baixo, apesar do potencial de recuperação do contrato de maio caso a demanda aqueça”, observa Lívea Coda, coordenadora de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

China

A China alcançou 9,7 milhões de toneladas de açúcar até fevereiro, com aumento significativo na produção, esperando-se a continuidade da tendência de importações menores, observada até dezembro de 2024. O contrato de maio está em um ponto delicado, com a arbitragem de importação chinesa servindo como suporte para os preços.

Índia

Estima-se que a Índia tenha exportado cerca de 250 kt, tendo negociado cerca de 300kt posteriormente, em um total de 550kt ou metade de sua cota. A esse nível, a paridade de exportação do açúcar bruto indiano está fechada, o que dificulta novas vendas - a menos que os preços atinjam 19,9c/lb.

Centro-Sul

“A região Centro-Sul do Brasil enfrentou chuvas abaixo da média em janeiro e fevereiro deste ano, mas as condições de desenvolvimento da cana ainda são melhores em comparação com a temporada anterior. O bom volume de precipitação entre outubro e dezembro do ano passado ajudaram a recuperar a umidade do solo, embora o recente período de seca traga cautela sobre as perspectivas para a safra”, finaliza a analista.

Fonte: Hedgepoint Global Markets

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