Açúcar com contratos futuros em campo positivo nesta terça (11)

Publicado em 11/11/2025 09:00
Mercado testa suporte de 14 cents/lb enquanto Índia planeja permitir exportações de açúcar de 1,5 milhão de toneladas na nova temporada

Nesta terça-feira (11), o mercado do açúcar continua em campo positivo, com o março/26 negociado a 14.32 cents por libra-peso em Nova Iorque (+0.85%), o maio a 13.92 cents (+0.94%) e o julho a 13.86 cents (+1.17%), já em Londres, o dezembro/25 é cotado a US$408.60 por tonelada (+0.10%).

Segundo Arnaldo Luiz Corrêa, da Archer Consulting, o suporte de 14 centavos de dólar por libra-peso tem sido testado, um nível historicamente associado ao custo de produção do Brasil. "No passado, cheguei a afirmar que 18 centavos haviam se tornado o 'novo 14', com o aumento expressivo dos custos, mesmo que hoje estejam ligeiramente menores", explica o analista. Corrêa destaca ainda uma distorção significativa no mercado, já que há uma diferença de quase 6 centavos entre os preços de março e dezembro, algo que não faz sentido fundamental. Isso mostra a vulnerabilidade dos fundos especulativos, que podem ser forçados a liquidar posições rapidamente.

O cenário da Índia permanece como fator determinante para o mercado global, considerando sua capacidade de exportação. Segundo informações da reuters, o país planeja permitir exportações de açúcar de 1,5 milhão de toneladas na nova temporada, já que se espera que um declínio na destinação de açúcar para a produção de etanol aumente o excedente doméstico. O aumento das exportações do segundo maior produtor mundial de açúcar pode pressionar os futuros de referência de Nova York e Londres, que estão oscilando perto das mínimas de cinco anos.

No Brasil, com 85% da safra 2025/26 já moída, o mercado ainda diverge sobre o tamanho final, trabalhando com algo entre 595 milhões de toneladas de cana e 40 milhões de toneladas de açúcar. As projeções para 2026/27 também seguem dispersas, variando de 590 a 640 milhões de toneladas, com os menores números vindos da Canaplan, enquanto as tradings mais baixistas defendem estimativas altas como estratégia para pressionar preços e comprar mais barato do produtor.

Por: Ericson Cunha
Fonte: Notícias Agrícolas

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