Açúcar dispara mais de 3% com nova alta do petróleo e tensão no Oriente Médio
Os preços do açúcar voltaram a subir com força nesta segunda-feira (09), impulsionados pela nova disparada do petróleo no mercado internacional. A valorização da commodity energética reforça os preços do etanol e pode incentivar usinas a destinarem uma parcela maior da cana-de-açúcar para a produção do biocombustível, reduzindo a oferta global do adoçante.
O movimento no mercado de energia foi provocado pela escalada das tensões no Oriente Médio. Os preços do petróleo bruto e da gasolina avançaram de forma expressiva após Israel bombardear cerca de 30 depósitos de petróleo iranianos no último sábado. Além disso, a Arábia Saudita tornou-se o mais recente produtor da região a reduzir a produção, em um momento em que as instalações locais de armazenamento de petróleo se aproximam da capacidade máxima.
Na Bolsa de Nova Iorque, os contratos registraram fortes ganhos. O maio/26 avançou 0,49 cent (+3,48%), encerrando a 14,59 cents por libra-peso. O julho/26 também subiu 0,49 cent (+3,46%), fechando a 14,68 cents/lbp. O outubro/26 registrou alta de 0,48 cent (+3,31%), para 15,02 cents/lbp, enquanto o março/27 teve ganho de 0,48 cent (+3,16%), terminando o dia cotado a 15,68 cents/lbp.
Em Londres, os contratos também encerraram com valorizações relevantes. O maio/26 subiu US$ 6,00 (+1,45%), fechando a US$ 420,50 por tonelada. O agosto/26 avançou US$ 12,30 (+2,96%), para US$ 427,70 por tonelada. O outubro/26 registrou alta de US$ 12,70 (+3,06%), encerrando a US$ 428,10 por tonelada, enquanto o dezembro/26 ganhou US$ 12,30 (+2,95%), fechando a sessão a US$ 429,10 por tonelada.