Açúcar sobe novamente nesta 6ª feita e tem alta de até 9,26% nesta semana
Os preços do açúcar registraram nova rodada de alta nas bolsas internacionais nesta sexta-feira (20), impulsionados pelo avanço dos mercados de energia e por fatores geopolíticos, consolidando uma semana com valorização de até 9,26% em Nova Iorque e 8,77% em Londres.
Na Bolsa de Nova Iorque, os contratos avançaram de forma consistente. O maio/26 subiu 0,33 cent (+2,15%), encerrando a 15,70 cents/lbp. O julho/26 ganhou 0,37 cent (+2,39%), para 15,83 cents/lbp. O outubro/26 registrou alta de 0,40 cent (+2,54%), fechando a 16,15 cents/lbp, enquanto o março/27 avançou 0,38 cent (+2,32%), terminando o dia cotado a 16,76 cents/lbp.
Em Londres, o movimento também foi positivo, embora mais moderado nos vencimentos mais curtos. O maio/26 teve leve alta de US$ 0,20 (+0,04%), fechando a US$ 451,40 por tonelada. O agosto/26 avançou US$ 4,80 (+1,07%), para US$ 454,30 por tonelada. O outubro/26 subiu US$ 6,90 (+1,53%), encerrando a US$ 456,30 por tonelada, enquanto o dezembro/26 registrou ganho de US$ 8,10 (+1,80%), fechando a US$ 457,40 por tonelada.
No acumulado da semana, os ganhos foram expressivos nas duas bolsas. Em Nova Iorque, o maio/26 avançou 9,26% na comparação com o fechamento da sexta anterior (13/03/2026), passando de 14,37 para 15,70 cents/lbp. O julho/26 subiu 8,65%, enquanto o outubro/26 teve alta de 8,17% e o março/27 avançou 7,44%.
Na Bolsa de Londres, o maio/26 acumulou valorização de 8,77% no período. O agosto/26 subiu 8,17%, o outubro/26 avançou 7,75% e o dezembro/26 registrou ganho de 7,55%.
O principal fator de sustentação segue sendo o mercado de energia. De acordo com o Barchart, a disparada dos preços da gasolina — que atingiu recentemente o maior nível em cerca de 3,5 anos — impulsiona o etanol e incentiva as usinas a destinarem mais cana-de-açúcar à produção do biocombustível, reduzindo a oferta global do adoçante.
Além disso, a escalada da guerra envolvendo o Irã continua pressionando os preços do petróleo bruto e dos combustíveis. O fechamento do Estreito de Ormuz e os ataques à infraestrutura energética no Oriente Médio têm elevado os temores de interrupções no fornecimento. Ainda segundo o Barchart, o mercado reage a sinais de possível intensificação do conflito, incluindo relatos de movimentação militar dos Estados Unidos na região e discussões sobre o controle de pontos estratégicos de exportação de petróleo iraniano.
Do lado financeiro, a Reuters destacou que parte do movimento recente também é explicada pela atuação dos investidores. Segundo Alberto Peixoto, diretor da AP Commodities, os especuladores têm reduzido posições vendidas e migrado para posições compradas, apostando na continuidade da alta dos preços. Ainda assim, ele pondera que o volume de vendas por parte dos produtores segue elevado, o que pode limitar avanços mais intensos das cotações no curto prazo.