Açúcar segue impactado pelo petróleo e registra baixa nesta 4ª feira (25)
Os preços do açúcar fecharam em baixa nesta quarta-feira (25) nas bolsas internacionais, ainda fortemente influenciados pelas oscilações do petróleo no mercado global. A queda de cerca de 2% nos preços da commodity energética estimulou a liquidação de posições compradas em contratos futuros do adoçante, pressionando as cotações.
Na Bolsa de Nova Iorque, os contratos registraram recuos generalizados. O julho/26 perdeu 0,29 cent (-1,81%), encerrando a 15,72 cents/lbp. O outubro/26 caiu 0,25 cent (-1,53%), fechando a 16,09 cents/lbp, enquanto o março/27 registrou baixa de 0,21 cent (-1,24%), terminando o dia cotado a 16,73 cents/lbp.
Em Londres, o movimento também foi negativo. O maio/26 registrou queda de US$ 8,60 (-1,86%), fechando a US$ 454,00 por tonelada. O agosto/26 recuou US$ 7,80 (-1,69%), para US$ 453,20 por tonelada. O outubro/26 perdeu US$ 6,80 (-1,47%), encerrando a US$ 455,40 por tonelada, enquanto o dezembro/26 caiu US$ 6,00 (-1,30%), fechando a sessão a US$ 457,20 por tonelada.
O mercado de energia segue no centro das atenções. Os preços do petróleo e da gasolina recuaram diante das expectativas de avanço diplomático entre Estados Unidos e Irã, o que poderia reduzir as tensões geopolíticas e normalizar o fluxo global de energia. Outro fator de pressão veio do aumento inesperado nos estoques semanais de petróleo bruto dos Estados Unidos, que atingiram o maior nível em cerca de 1,75 ano, reforçando o viés baixista para a commodity.
Apesar das perdas iniciais, o petróleo reduziu parte das quedas ao longo do dia após o Irã rejeitar, em sua forma atual, uma proposta de paz enviada pelos Estados Unidos. O plano inclui medidas como limites ao programa nuclear iraniano, retomada do monitoramento internacional, restrições a mísseis e garantias de navegação pelo Estreito de Ormuz, em troca de alívio nas sanções econômicas.
No Brasil, o mercado acompanha com atenção a política de preços dos combustíveis. A Petrobras ainda não anunciou reajustes, mas a possibilidade de mudanças segue no radar dos agentes. Segundo avaliação do Rabobank, eventuais decisões da estatal podem trazer maior volatilidade às cotações do açúcar no curto prazo, especialmente se provocarem movimentos de cobertura por parte de fundos de investimento.