Índia proíbe exportações de açúcar para esfriar preços locais

Publicado em 13/05/2026 18:54

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MUMBAI, 13 Mai (Reuters) - A Índia proibiu nesta quarta-feira as exportações de açúcar com efeito imediato até 30 de setembro de 2026, ou até nova ordem, informou o governo em um comunicado.

A medida tenta conter os preços no mercado interno do segundo maior produtor mundial de açúcar, atrás do Brasil.

Por outro lado, a ação pode sustentar os preços globais do açúcar branco e do açúcar bruto, ao mesmo tempo que permitirá que produtores rivais, como Brasil e Tailândia, aumentem as exportações para compradores asiáticos e africanos.

A Índia, maior exportadora de açúcar do mundo depois do Brasil, havia autorizado as usinas a exportar 1,59 milhão de toneladas métricas, apostando que a produção superaria a demanda interna. No entanto, a expectativa é de que a produção fique abaixo do consumo pelo segundo ano consecutivo, devido à queda na produtividade da cana-de-açúcar nas principais regiões produtoras.

As previsões de que o fenômeno climático El Niño possa afetar a monção deste ano também aumentaram o risco de que a produção da próxima safra fique abaixo das estimativas iniciais.

Das 1,59 milhão de toneladas métricas aprovadas para exportação, os comerciantes assinaram contratos para cerca de 800 mil toneladas, das quais mais de 600 mil toneladas já foram embarcadas, disseram os negociantes.

O governo afirmou que proibirá as exportações de açúcar bruto e refinado, permitindo, porém, que os embarques já em trânsito para exportação prossigam sob condições específicas.

Serão permitidas as remessas caso o carregamento já tenha sido iniciado antes da publicação da notificação no Diário Oficial.

As exportações também serão permitidas caso a declaração de embarque já tenha sido emitida e o navio já tenha atracado, chegado ou ancorado em um porto indiano.

Os embarques também serão liberados se o açúcar já tiver sido entregue à alfândega ou a um depositário antes da publicação da notificação, afirmou o governo.

"O governo havia concedido cotas adicionais de exportação em fevereiro, o que incentivou os comerciantes a fecharem contratos de exportação. Agora, será uma dor de cabeça para os comerciantes cumprirem esses pedidos de exportação", disse um negociante de uma empresa de comércio internacional com sede em Mumbai.

Os contratos futuros de açúcar bruto em Nova York ampliaram os ganhos para mais de 2%, enquanto os contratos futuros de açúcar refinado em Londres saltaram 3% após a Índia anunciar a proibição das exportações.

(Reportagem de Rajendra Jadhav em Mumbai, Disha Mishra em Bengaluru e Mrinmay Dey na Cidade do México)

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Fonte:
Reuters

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