Moagem de cana cresce 1,4% na 1ª quinzena de maio e produção de etanol salta, aponta governo
SÃO PAULO, 1 Jun (Reuters) - A moagem de cana-de-açúcar do centro-sul do Brasil na safra 2026/27 alcançou 42,35 milhões de toneladas na primeira quinzena de maio, alta de 1,4% na comparação com igual período de 2025 (41,78 milhões de toneladas), enquanto a fabricação de etanol saltou mais de 20% e a de açúcar recuou, conforme cálculos da Reuters com base em dados do Ministério da Agricultura atualizados na última sexta-feira.
No acumulado da temporada iniciada em abril, a moagem somou cerca de 105 milhões de toneladas, aumento de 34% em relação ao mesmo período da safra 2025/26, com usinas da principal região produtora do país iniciando a temporada de forma mais precoce em relação ao ano passado, contando com um clima mais seco e produtividades da nova safra mais elevadas.
Os dados do Ministério da Agricultura dão uma ideia do ritmo dos trabalhos até o final da primeira quinzena de maio, enquanto a entidade representativa do setor, a Unica, ainda consolida as informações do período -- conforme a associação de usinas, até o final de abril, a moagem de cana havia avançado 74,58% no comparativo anual.
Segundo números do ministério obtidos a partir das empresas do setor, na primeira quinzena de maio a produção de açúcar somou 2,12 milhões de toneladas, queda de 13,2% ante as 2,44 milhões de toneladas registradas um ano antes, com a indústria destinando mais cana para a produção de etanol, cujos preços têm sido mais remuneradores do que o adoçante.
Já a produção de etanol atingiu 2,14 bilhões de litros na primeira quinzena de maio, avanço de 21,7% sobre o mesmo período comparativo. No acumulado da safra, a produção totalizou 5,56 bilhões de litros, crescimento de 46,7%, com o setor ofertando também mais biocombustível produzido a partir do milho.
A fabricação de açúcar, por sua vez, atingiu 4,62 milhões de toneladas no acumulado da safra até o final da primeira quinzena de maio, alta de 12,3%, com um aumento da moagem de cana mais do que compensando uma menor destinação da matéria-prima para a produção do adoçante.
(Por Roberto Samora; edição de Letícia Fucuchima)