Açúcar abre semana em queda com recuo do petróleo e mercado atento ao cenário externo
Os preços do açúcar iniciaram a semana em queda nas principais bolsas internacionais nesta segunda-feira (27). O mercado é pressionado principalmente pelo forte recuo do petróleo, que reduz a competitividade do etanol e enfraquece um dos principais fatores de sustentação das cotações nas últimas semanas.
Por volta das 11h50 (horário de Brasília), na Bolsa de Nova Iorque (ICE Futures US), o contrato outubro era negociado a 14,60 cents de dólar por libra-peso, queda de 17 pontos. O vencimento março/27 era cotado a 14,46 cents por libra-peso, também com recuo de 17 pontos.
Na Bolsa de Londres), o contrato outubro era negociado a US$ 459,70 por tonelada, baixa de 110 pontos. Já o contrato dezembro era vendido a US$ 459,80 por tonelada, recuo de 120 pontos.
Petróleo pressiona mercado
O principal fator de pressão nesta segunda-feira é a desvalorização do petróleo. Com a pausa nos ataques entre Estados Unidos e Irã durante o fim de semana e a possibilidade de retomada das negociações entre os dois países, diminuíram os temores de interrupções no abastecimento global da commodity.
A queda do petróleo reduz a atratividade do etanol frente aos combustíveis fósseis, diminuindo a expectativa de que as usinas destinem uma parcela maior da cana para a produção do biocombustível. Com isso, aumenta a percepção de uma oferta maior de açúcar no mercado internacional, pressionando as cotações.
Além do petróleo, os investidores acompanham um movimento mais amplo de ajuste nos mercados de commodities, refletindo a redução da aversão ao risco após o alívio das tensões geopolíticas no Oriente Médio.
Mercado segue atento aos fundamentos
Na última sexta-feira (24), os contratos do açúcar encerraram o pregão com leves ganhos, sustentados pelo enfraquecimento do dólar e pela cobertura de posições vendidas antes do fim de semana, após as cotações atingirem a mínima de uma semana no início da sessão.
Apesar da recuperação pontual, o mercado continua monitorando os fundamentos da oferta global. A melhora das chuvas de monção na Índia segue reforçando as perspectivas de uma safra maior no segundo maior produtor mundial de açúcar, fator que limita movimentos mais expressivos de alta.