Trigo fecha com leves altas em Chicago, mas mercado segue sensível ao clima e à oferta restrita
O mercado do trigo encerrou a sessão desta terça-feira com leves ganhos na Bolsa de Chicago, em um movimento técnico após oscilações recentes. O contrato maio 2026 fechou cotado a US$ 5,98/bu, com alta de 26 pontos. O julho 2026 terminou o dia a US$ 6,08/bu, com ganho de 16 pontos, enquanto o setembro 2026 encerrou a US$ 6,21/bu, com valorização de 14 pontos.
O avanço foi moderado e ocorreu em meio a um mercado ainda sem direção definida. Analistas apontam que o trigo tem oscilado conforme previsões climáticas e ajustes técnicos dos investidores, com o clima nas regiões produtoras dos Estados Unidos sendo um dos principais direcionadores de curto prazo. A expectativa de chuvas e mudanças nas condições das lavouras continua influenciando as decisões dos operadores.
Além disso, o mercado permanece atento ao comportamento da demanda internacional. Pressões recentes vieram de preocupações com exportações mais fracas, fator que limitou altas mais consistentes e manteve o trigo operando em faixa estreita nas últimas sessões.
No cenário interno, a oferta restrita segue dando suporte aos preços no Brasil, mesmo com a volatilidade externa. Analistas indicam que a disponibilidade limitada no curto prazo tem mantido viés de firmeza no mercado doméstico, com negociações acontecendo de forma cautelosa entre produtores e indústria.
O fechamento indica recuperação leve em pontos nos contratos maio, julho e setembro 2026, porém sem mudança estrutural de tendência. O mercado continua sensível às condições climáticas nos Estados Unidos, ao ritmo da demanda global e ao equilíbrio entre oferta e consumo, mantendo o ambiente de cautela no curto prazo.