Trigo abre em queda em Chicago, mas escassez no Brasil mantém mercado interno sustentado

Publicado em 15/04/2026 10:49
Contratos de maio, julho e setembro iniciam o dia em baixa na bolsa norte-americana, enquanto necessidade de reposição de estoques segue dando suporte aos preços no Brasil

O mercado do trigo iniciou a sessão desta quarta-feira com queda nas cotações em Chicago, refletindo ajustes após as altas recentes e fatores ligados à oferta global. Para o produtor brasileiro, o movimento é acompanhado com cautela, já que o cenário interno continua marcado por disponibilidade restrita e demanda ativa.

Na abertura, o contrato maio 2026 era negociado a US$ 5,89 por bushel, com baixa de 6 pontos. O vencimento julho 2026 operava a US$ 5,98 por bushel, com recuo de 3 pontos. Já o contrato setembro 2026 era cotado a US$ 6,09 por bushel, também com queda de 3 pontos.

Apesar do recuo externo, o mercado brasileiro segue com fundamentos de sustentação. Segundo o Cepea, os preços do trigo continuam em alta no país, impulsionados pela necessidade de reposição de estoques e pela baixa disponibilidade durante a entressafra. A postura retraída dos vendedores e a demanda ativa contribuem para a firmeza das cotações internas.

O Cepea também destaca que os futuros internacionais chegaram a recuar diante do aumento dos estoques globais e das chuvas nas Grandes Planícies dos Estados Unidos, fatores que pressionam os preços no curto prazo.

Mesmo com a abertura negativa em Chicago, o cenário de escassez ainda é observado em partes do mercado brasileiro, condição que tende a manter compradores ativos. Esse contraste entre pressão externa e sustentação interna reforça a necessidade de monitoramento constante por parte do produtor rural, especialmente em um momento de entressafra e dependência de importações.

Assim, o dia começa com viés negativo na bolsa internacional, mas com fundamentos domésticos que seguem oferecendo suporte aos preços no Brasil.

Por: Priscila Alves / Inst. @priscilaalvestv
Fonte: Notícias Agrícolas

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