Trigo fecha em baixa em Chicago e mercado brasileiro acompanha acomodação no Sul

Publicado em 26/06/2026 16:02
Negociações no Rio Grande do Sul perdem ritmo, enquanto desenvolvimento da safra de inverno segue no radar do mercado

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Os contratos futuros do trigo encerraram a sessão desta sexta-feira (26) em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), pressionados pelo avanço da colheita no Hemisfério Norte e pelas perspectivas de oferta global.

O contrato julho/26 fechou cotado a US$ 5,78/bu, com recuo de 12,6 pontos. O setembro/26 encerrou a US$ 5,89/bu, baixa de 11,6 pontos, enquanto o dezembro/26 terminou o dia em US$ 6,07/bu, com perda de 11 pontos.

No mercado brasileiro, as atenções permanecem voltadas para a comercialização da safra disponível e para o desenvolvimento das lavouras de inverno. Segundo o analista de Safras & Mercado, Elcio Bento, o mercado gaúcho começou a apresentar sinais de acomodação após semanas de preços firmes e baixa disponibilidade de produto.

De acordo com o analista, os compradores passaram a adotar uma postura mais cautelosa diante da expectativa de entrada da nova safra, enquanto parte dos vendedores reduziu o ritmo das negociações. Ainda assim, a liquidez segue limitada, reflexo da oferta restrita de trigo remanescente da safra anterior.

Elcio Bento destaca que o mercado continua acompanhando o desenvolvimento das lavouras no Sul do Brasil, fator que deverá influenciar as expectativas de oferta para os próximos meses. As condições climáticas ao longo do ciclo permanecem como um dos principais pontos de atenção para produtores, cooperativas, moinhos e demais participantes da cadeia.

Além do cenário interno, o comportamento das cotações em Chicago continua sendo monitorado pelos agentes do mercado. No entanto, a formação dos preços no Brasil segue mais sensível aos fundamentos domésticos, especialmente ao ritmo da comercialização, ao potencial produtivo da nova safra e à disponibilidade de trigo de qualidade no mercado físico.

Embora a Bolsa de Chicago tenha encerrado a sessão em baixa, o mercado brasileiro permanece atento à evolução da safra de inverno, que deverá definir o equilíbrio entre oferta e demanda no segundo semestre.

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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