Trigo fecha em forte alta em Chicago após tensão geopolítica e revisão da safra brasileira
O mercado do trigo encerrou a sessão desta segunda-feira, 11 de maio, com forte valorização na Bolsa de Chicago, ampliando os ganhos observados desde a abertura do dia. O movimento ganhou força ao longo do pregão em meio às tensões geopolíticas no cenário internacional e à revisão para baixo das estimativas da safra brasileira.
O contrato maio 2026 fechou cotado a US$ 6,22/bu, com alta de 146 pontos. O julho 2026 encerrou a sessão a US$ 6,34/bu, com avanço de 150 pontos. Já o setembro 2026 terminou negociado a US$ 6,48/bu, também com ganho de 146 pontos. Nos vencimentos mais longos, o dezembro 2026 fechou a US$ 6,70/bu, com valorização de 150 pontos.
Durante a manhã, o mercado já operava em alta sustentado pelas atenções voltadas ao plantio brasileiro. No decorrer do dia, o cenário geopolítico internacional ampliou a volatilidade e reforçou o movimento comprador nas commodities agrícolas.
Além disso, novas projeções para a safra brasileira também deram suporte às cotações. A consultoria Safras & Mercado reduziu a estimativa de área plantada e de produção de trigo do Brasil para a temporada 2026/27. A produção potencial foi projetada em 6,155 milhões de toneladas, recuo de 23,3% ante os 8,020 milhões de toneladas do ciclo anterior. Segundo a análise, produtores demonstram cautela diante dos custos de produção, das incertezas climáticas e do cenário de rentabilidade.
A revisão reforça as preocupações com a oferta interna em um mercado que já acompanha estoques mais ajustados e forte dependência das importações. Esse ambiente mantém os agentes atentos ao comportamento do trigo argentino e às oscilações em Chicago, que impactam diretamente a formação dos preços no Brasil.