Trigo reage em Chicago após perdas recentes e mercado acompanha clima nos EUA e Rússia

Publicado em 08/05/2026 10:36
Contratos futuros operam em alta nesta manhã, enquanto mercado brasileiro segue atento à oferta interna restrita e ao avanço da nova safra

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O mercado do trigo iniciou a sexta-feira (8) em campo positivo na Bolsa de Chicago (CBOT), após as perdas registradas nas últimas sessões. O movimento de recuperação acontece em meio às preocupações climáticas nas regiões produtoras dos Estados Unidos e da Rússia, além do monitoramento do ritmo da oferta global.

Os contratos futuros registravam nos primeiros horário da manhã, altas moderadas nos principais vencimentos negociados na CBOT. O contrato maio/26 era cotado a US$ 5,95/bu, com baixa de 10 pontos. O julho/26 trabalhava a US$ 6,14/bu, com alta de 1 ponto. O setembro/26 era negociado a US$ 6,29/bu, também com valorização de 1 ponto, enquanto o dezembro/26 registrava US$ 6,49/bu, avanço de 1 ponto.

O mercado internacional volta parte das atenções para o clima seco em áreas produtoras dos Estados Unidos, especialmente nas regiões das Planícies, onde produtores enfrentam impactos de calor e déficit hídrico sobre as lavouras de trigo de inverno. O cenário também mantém o mercado atento às condições produtivas da Rússia, importante exportadora global do cereal.

Além do clima, investidores acompanham o comportamento da demanda internacional e a competitividade do trigo da região do Mar Negro, que continua influenciando diretamente os preços globais.

No Brasil, o mercado segue sustentado pela oferta restrita típica da entressafra. Segundo levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, vendedores permanecem retraídos nas negociações, enquanto compradores com necessidade imediata seguem ativos no mercado spot, o que ajuda a manter firmeza nos preços internos.

Ao mesmo tempo, o setor acompanha o desenvolvimento da nova safra brasileira. No Sul do país, produtores monitoram as condições climáticas e os custos de produção, enquanto no Cerrado cresce a atenção sobre o avanço do trigo irrigado, que vem ganhando espaço nos últimos anos.

Analistas também observam que, mesmo com momentos de recuperação em Chicago, a forte concorrência do trigo importado ainda limita movimentos mais intensos de valorização no mercado brasileiro. A volatilidade do dólar e os custos logísticos seguem no radar das negociações.

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Por:
Priscila Alves I Instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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