Trigo recua em Chicago nesta quarta-feira, mas preços seguem firmes no Brasil
O mercado do trigo registrava queda na manhã desta quarta-feira, 13 de maio, na Bolsa de Chicago, após os ganhos expressivos observados nas sessões anteriores. Os contratos trabalhavam no campo negativo, refletindo ajustes técnicos e realização de lucros.
O contrato julho 2026 operava a US$ 6,72/bu, com recuo de 66 pontos. Já o setembro 2026 era cotado a US$ 6,84/bu, com queda de 70 pontos. Nos vencimentos mais longos, o dezembro 2026 trabalhava a US$ 7,03/bu, com baixa de 66 pontos.
O movimento ocorre após o mercado atingir patamares elevados nos últimos dias diante das preocupações climáticas nos Estados Unidos e das incertezas relacionadas à oferta global do cereal. Nesta quarta-feira, investidores passaram a realizar lucros, pressionando as cotações em Chicago.
No Brasil, porém, o cenário segue dando suporte aos preços internos. Segundo informações do Cepea e da Companhia Nacional de Abastecimento, a semeadura do trigo avança lentamente nos estados do Sul, principalmente no Paraná e no Rio Grande do Sul.
Dados do setor mostram que o plantio está abaixo do registrado no mesmo período do ano passado, cenário influenciado pelas condições climáticas e pela cautela dos produtores diante dos custos de produção. Mesmo assim, os preços seguem firmes no mercado brasileiro devido à oferta restrita e à necessidade de abastecimento dos moinhos.
Outro fator acompanhado pelo mercado é a qualidade do trigo importado da Argentina, situação que mantém compradores mais ativos no mercado nacional. Esse contexto ajuda a sustentar os preços internos mesmo em dias de queda na Bolsa de Chicago.