Trigo sobe em Chicago nesta terça-feira(12) e mercado acompanha atraso no plantio do Sul do Brasil

Publicado em 12/05/2026 11:17
Cotações avançam nos principais contratos, enquanto lentidão da semeadura e oferta restrita mantêm preços firmes no mercado interno

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O mercado do trigo opera em forte alta na manhã desta terça-feira, 12 de maio, na Bolsa de Chicago, em um cenário de preocupação com a oferta global e atenção ao ritmo lento do plantio no Sul do Brasil. Por volta das 10h30, horário de Brasília, os principais contratos registravam ganhos expressivos.

O contrato maio 2026 era negociado a US$ 6,29/bu, com alta de 74 pontos. O julho 2026 operava a US$ 6,48/bu, com avanço de 146 pontos. Já o setembro 2026 era cotado a US$ 6,63/bu, com valorização de 142 pontos. Nos vencimentos mais longos, o dezembro 2026 trabalhava a US$ 6,83/bu, com ganho de 134 pontos.

O movimento positivo em Chicago ocorre em meio às preocupações climáticas nas regiões produtoras e ao acompanhamento da oferta mundial do cereal. O mercado também segue atento à evolução do plantio brasileiro, principalmente nos estados do Sul.

Segundo pesquisadores do Cepea, a semeadura avança lentamente no Sul do país. Dados da Conab mostram que, até 1º de maio, apenas 5% da área destinada ao trigo no Paraná havia sido semeada, abaixo dos 14% registrados no mesmo período do ano passado e também inferior à média histórica.

No cenário nacional, a área semeada alcançava 9,9% até o início de maio, contra 13,1% no mesmo período de 2025. De acordo com a Seab/Deral, mesmo com a recuperação recente dos preços, os altos custos de produção seguem limitando o interesse dos produtores pela cultura.

Ainda conforme análises do Cepea, os preços seguem firmes no mercado brasileiro devido à retração vendedora e à preferência dos compradores pelo trigo nacional, diante das dificuldades relacionadas à qualidade do cereal importado da Argentina.

O cenário reforça a volatilidade do mercado e mantém o trigo no radar dos agentes do setor, especialmente em um momento em que o clima, a evolução do plantio e a oferta global seguem influenciando diretamente a formação dos preços.

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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