Trigo fecha perto da estabilidade em Chicago e mercado brasileiro segue firme com oferta restrita

Publicado em 13/05/2026 17:00 e atualizado em 13/05/2026 17:55
Contratos futuros recuam levemente nesta quarta-feira, enquanto lentidão da semeadura no Sul e baixa oferta sustentam preços no Brasil

O mercado do trigo encerrou a sessão desta quarta-feira, 13 de maio, com leves oscilações negativas na Bolsa de Chicago, após as fortes altas registradas nos últimos pregões. Mesmo com a pressão técnica no mercado internacional, o cenário doméstico brasileiro segue sustentado pela oferta restrita e pela lentidão no avanço da semeadura no Sul do país.

O contrato maio 2026 fechou cotado a US$ 6,65/bu, estável em relação ao pregão anterior. O julho 2026 encerrou a sessão a US$ 6,75/bu, com baixa de 34 pontos. Já o setembro 2026 terminou negociado a US$ 6,88/bu, com recuo de 32 pontos. Nos vencimentos mais longos, o dezembro 2026 fechou a US$ 7,07/bu, com queda de 26 pontos.

O mercado internacional passou por ajustes após os ganhos recentes impulsionados pelas preocupações climáticas nas regiões produtoras dos Estados Unidos e pelas incertezas envolvendo a oferta global de trigo. Nesta quarta-feira, investidores realizaram lucros, limitando novas altas nas cotações.

No Brasil, porém, os preços seguem sustentados. Segundo pesquisadores do Cepea, a semeadura do trigo avança lentamente no Sul do país, especialmente no Paraná. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento mostram que, até 1º de maio, apenas 5% da área destinada ao trigo no Paraná havia sido semeada, abaixo dos 14% registrados no mesmo período do ano passado e da média de cinco anos.

Ainda conforme o Cepea, os preços internos seguem em alta devido à retração vendedora e à baixa disponibilidade remanescente da safra 2025. Muitos produtores permanecem fora das negociações aguardando preços mais elevados.

Do lado comprador, a preferência continua sendo pelo trigo nacional, principalmente pelas dificuldades relacionadas à qualidade do cereal importado da Argentina. Além disso, segundo a Seab/Deral, os altos custos de produção seguem limitando o interesse dos produtores paranaenses em ampliar investimentos na cultura.

 

Por: Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte: Notícias Agrícolas

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