Trigo fecha com ganhos moderados em Chicago após reduzir forte alta do início da sessão

Publicado em 30/07/2026 16:19
Mercado realizou parte dos lucros ao longo do dia, mas permaneceu sustentado pelas incertezas sobre a oferta global e pela movimentação dos principais exportadores

Os contratos futuros do trigo encerraram a quinta-feira (30) em alta moderada na Bolsa de Chicago (CBOT), depois de reduzirem parte dos fortes ganhos registrados durante a manhã. O mercado foi sustentado pela cautela dos investidores em relação ao cenário global de oferta, embora o avanço da colheita no Hemisfério Norte e o ritmo das exportações tenham limitado uma valorização mais expressiva.

Na CBOT, o contrato setembro/26 fechou cotado a US$ 6,63/bushel, com alta de 2,6 pontos, avanço de 0,42%. O dezembro/26 encerrou a US$ 6,81/bushel, com ganho de 3,6 pontos, valorização de 0,53%. Já o março/27 terminou negociado a US$ 6,97/bushel, com alta de 4,4 pontos, avanço de 0,64%.

Ao longo da sessão, os preços chegaram a subir com mais intensidade, mas os investidores realizaram lucros diante do avanço da colheita nas principais regiões produtoras do Hemisfério Norte. Ainda assim, o mercado continua sensível a qualquer mudança no cenário internacional, especialmente em relação ao ritmo das exportações dos grandes fornecedores e às condições das lavouras.

Além do acompanhamento da safra nos países produtores, os agentes seguem monitorando a competitividade do trigo russo no mercado internacional e o fluxo de embarques pelo Mar Negro, fatores que continuam influenciando a formação dos preços globais. A volatilidade permanece elevada, uma vez que alterações na logística ou na disponibilidade do cereal podem provocar rápidas oscilações nas cotações.

No Brasil, o mercado segue atento à evolução da colheita e ao comportamento da demanda da indústria, enquanto as oscilações em Chicago continuam sendo um importante referencial para a formação dos preços internos. A expectativa é de que o mercado permaneça sensível às informações sobre a oferta mundial e ao andamento da comercialização nos principais países exportadores.

Por: Priscila Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

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