USDA reduz produtividade de soja e milho dos EUA, mas aumenta área da oleaginosa 26/27

Publicado em 12/08/2026 13:05 e atualizado em 12/08/2026 14:36
Estoques finais globais de soja, por sua vez, cederam forte, enquanto subiram os de milho

O USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) trouxe, nesta quarta-feira (12), seu novo boletim mensal de oferta e demanda e os números mexeram forte com o mercado na Bolsa de Chicago. 

SOJA EUA - O órgão revisou para cima suas estimativas para a oferta de soja norte-americana. Apesar da redução na produtividade projetada, o aumento da área plantada e colhida levou a uma previsão maior para a produção da oleaginosa no país.

Para os Estados Unidos, a produção de soja foi estimada em 122,99 milhões de toneladas, contra 121,79 milhões de toneladas projetadas em julho. O avanço ocorre mesmo com a produtividade recuando de 59,41 para 59,07 sacas por hectare. A área plantada também foi elevada, de 34,56 milhões para 35,13 milhões de hectares, enquanto a área colhida passou de 34,15 milhões para 34,72 milhões de hectares.

Com a maior produção, o USDA também aumentou a previsão de estoques finais dos EUA, de 8,44 milhões para 8,71 milhões de toneladas. O esmagamento doméstico foi revisado de 74,84 milhões para 75,66 milhões de toneladas. As exportações, por outro lado, foram mantidas em 45,18 milhões de toneladas. 

SOJA MUNDO - No balanço global, a produção de soja foi revisada de 442,25 milhões para 441,7 milhões de toneladas. Os estoques finais mundiais também apresentaram pequena redução, passando de 124,21 milhões para 124,17 milhões de toneladas.

O relatório, portanto, combina uma maior produção e estoques nos Estados Unidos com uma ligeira redução da oferta global projetada. Para a Bolsa de Chicago, os números americanos e, principalmente, as perspectivas para as exportações dos EUA e a demanda chinesa devem continuar no centro das atenções dos agentes.

Para o Brasil, o USDA não promoveu alterações nas principais estimativas em relação ao levantamento anterior. A produção 2026/27 permanece projetada em 186 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais são estimados em 36,89 milhões de toneladas.

As exportações brasileiras também foram mantidas em 118 milhões de toneladas. A manutenção dos números reforça o cenário de uma oferta brasileira bastante elevada na temporada, mantendo o país como um dos principais pilares da disponibilidade global de soja.

Na Argentina, a produção segue estimada em 50 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais permanecem em 24,22 milhões de toneladas. A mudança apareceu nas exportações, projetadas agora em 6,2 milhões de toneladas, abaixo das 6,45 milhões de toneladas estimadas anteriormente.

Para a China, principal importadora mundial da oleaginosa, o USDA manteve a previsão de 115 milhões de toneladas de importações.

MILHO EUA - O departamento também revisou para cima a estimativa para a produção de milho norte-americana, ao mesmo tempo em que reduziu a produtividade projetada para a safra, em um movimento compensado pelo aumento da área plantada e colhida.

A produção de milho dos Estados Unidos foi estimada em 406,75 milhões de toneladas, acima das 406,42 milhões de toneladas projetadas em julho. A produtividade, por outro lado, caiu de 191,44 para 189,03 sacas por hectare. A área plantada foi elevada de 38,57 milhões para 39,13 milhões de hectares, enquanto a área colhida passou de 35,37 milhões para 35,85 milhões de hectares.

Mesmo com a produção maior, os estoques finais dos EUA foram reduzidos, de 45,46 milhões para 41,98 milhões de toneladas. O número indica um balanço mais apertado ao final da temporada. Afinal, as exportações foram elevadas de 81,23 milhões para 83,19 milhões de toneladas. 

O USDA manteve em 142,25 milhões de toneladas a previsão de milho destinado à produção de etanol. 

MILHO MUNDO - No cenário global, a produção de milho foi elevada de 1,297 bilhão para 1,298 bilhão de toneladas. Apesar da pequena alta na produção mundial, os estoques finais foram revisados para baixo, passando de 275,26 milhões para 274,66 milhões de toneladas.

Para o Brasil, o USDA manteve a estimativa de produção de milho em 139 milhões de toneladas e as exportações em 44 milhões de toneladas. A principal alteração apareceu nos estoques finais, que foram reduzidos de 11,1 milhões para 10,1 milhões de toneladas.

Na Argentina, o USDA não alterou as principais estimativas. A produção segue projetada em 55 milhões de toneladas, com estoques finais de 4,01 milhões de toneladas e exportações de 38 milhões de toneladas.

A Ucrânia apresentou mudanças mais significativas no balanço. A produção foi elevada de 30 milhões para 31,8 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais subiram de 2,06 milhões para 4,56 milhões de toneladas. As exportações, por outro lado, foram reduzidas de 23 milhões para 22 milhões de toneladas.
 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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