Manicômio Tributário: A necessidade da reforma tributária no Brasil. Como sobreviver?

Publicado em 08/08/2017 14:55
Debatedores: -Luiz Gustavo Bichara, Sócio de Bichara Advogados, Procurador tributário do Conselho Federal da OAB e Professor da Fundação Getúlio Vargas -Paulo Ayres Barreto, Sócio-Diretor da Aires Barreto Advogados -Paulo Rabello de Castro, Economista, Presidente do BNDES Moderador: -William Waack, Jornalista

Temer dispõe de pouco tempo para reformas, diz presidente do BNDES

SÃO PAULO (Reuters) - O modelo tributário do Brasil precisa ser "completamente remodelado", pois "já passou do limite da reforma", e o presidente Michel Temer dispõe, na prática, de apenas 12 meses para fazer reformas, afirmou nesta segunda-feira o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro.

"É um conjunto de puxadinhos", disse ele sobre o sistema tributário, durante palestra no 16° Congresso Brasileiro do Agronegócio, em São Paulo.

Castro ponderou, contudo, que o setor agrícola nacional é um contraponto dentro do que ele chamou de “manicômio tributário”.

“A agricultura é a contraprova do manicômio tributário. Existem fatores absolutamente fundamentais, que apresentam a contraprova da bestialidade econômica em que vivemos. (A agricultura tem) regime tributário diferenciado e mais ameno, e regime de juros diferenciado, com o Plano Safra”, destacou.

Sobre a situação do governo de Michel Temer, que busca realizar uma reforma tributária, assim como uma reforma da Previdência, Castro disse que, atualmente, o problema do presidente da República não é dispor de votos no Congresso Nacional para aprovar reformar macroeconômicas, mas sim “de tempo” para tocar adiante tal agenda, dado que o próximo ano já é de eleição presidencial.

"O grande problema do presidente não é a dificuldade em ter os votos suficientes. O que ele menos dispõe é de tempo para explicar. Vamos dizer caridosamente que ele dispõe de 12 meses, então ele terá de fazer opções, e uma dessas é ajudar o ministro (Henrique) Meirelles (Fazenda) a reequilibrar a área fiscal.”

(Por José Roberto Gomes)

Fonte: ABAG

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