Entrega de fertilizantes no Brasil sobe 7,7% em 2025 para recorde de 49,1 mi t, diz Anda

Publicado em 02/03/2026 18:11

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SÃO PAULO, 2 Mar (Reuters) - As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 49,11 milhões de toneladas em 2025, com crescimento de 7,7% em relação a 2024, registrando um novo recorde anual, à medida que o Brasil busca colher uma nova safra recorde de grãos em 2026, informou nesta segunda-feira a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).

"Em 2025, mesmo diante de um cenário desafiador marcado ao longo do ano por instabilidades climáticas, oscilações de custos logísticos e um ambiente econômico ainda pressionado, o setor manteve seu compromisso com o produtor rural", disse o presidente do conselho da Anda, Elias Lima, em nota.

Os volumes vendidos de fertilizantes avançaram à medida que produtores brasileiros ampliam a área plantada com soja, principal cultura do Brasil, para um patamar recorde na temporada 2025/26.

Além disso, com uma alta nos custos, agricultores buscaram adubos de menor preço e menos concentrados, mas que envolvem maiores volumes, segundo informações de analistas.

"As entregas de fertilizantes ocorreram de forma regular e organizada, garantindo previsibilidade ao planejamento da safra. Esse desempenho foi fundamental para assegurar a produtividade no campo e contribuir para o alcance de uma safra recorde...", disse Lima.

A Anda não detalhou a concentração dos produtos entregues ao mercado.

Em dezembro, as entregas somaram 3,83 milhões de toneladas, volume 6,3% superior ao mesmo mês de 2024.

Na análise regional, Mato Grosso manteve a liderança nas entregas, concentrando 23,2% do total nacional, com 11,40 milhões de toneladas ao longo de 2025.

A produção nacional de fertilizantes intermediários fechou o ano com 7,22 milhões de toneladas, avanço anual de 2,5%.

O país, que importa a maior parte de suas necessidades, elevou as compras externas para 43,32 milhões de toneladas de fertilizantes intermediários, também um novo recorde, crescimento anual de 4,8%.

(Por Roberto Samora)

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Fonte:
Reuters

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