No Brasil, prêmios em ascensão são principal suporte para preços da soja diante das baixas em Chicago

Publicado em 04/01/2024 12:15 e atualizado em 04/01/2024 14:51
Nesta temporada, será difícil se registrar uma pressão mais agressiva para os indicativos dos prêmios como se registrou no ano passado já que a oferta será menor e há uma "urgência" menor dos produtores em vender sua soja neste primeiro trimestre do ano.
Matheus Pereira - Sócio-Diretor da Pátria Agronegócios

Enquanto os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago seguem caminhando de forma lateral neste início de 2024, os prêmios no mercado brasileiro continuam seu movimento de ascensão e ajudando a manter os preços da oleaginosa ao menos estáveis no país. 

"No físico brasileiro, o que criou suporte para os preços foi o dólar - que subiu neste começo de semana - e os prêmios, que estão próximos a zero. Já temos prêmios positivos, de mais 70 (cents de dólar por bushel sobre Chicago) para janeiro, zerado no fevereiro no Porto de Paranaguá, então o que tem contrabalanceado essa baixa no mercado internacional tem sido os prêmios de exportação no país, que estão em ascensão nos últimos 90 a 120 dias", explica o diretor da Pátria Agronegócios, Matheus Pereira, em entrevista ao Notícias Agrícolas nesta quinta-feira (4).

Ainda de acordo com o especialista, nesta temporada será difícil vermos uma pressão mais agressiva para os indicativos dos prêmios como se registrou no ano passado já que a oferta será menor. Além de lembrar que, há um ano, os embarques ficaram bastante comprometidos por problemas climáticos e logísticos. "Neste ano, temos tanto um produtor mais preparado, um produtor que já entra neste ano criando um planejamento comercial para passar pelas vendas no primeiro semestre, então, não existe aquela urgência de vendas. Assim, vemos que os prêmios justificariam até novas altas na medida em que as colheitas vão avançando e os resultados de safra vão mostrando uma contração na produção total de soja no nosso país", complementa Pereira. 

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

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