Mercado do boi inicia a semana com bom volume de negócios e preços firmes para @ após enxugamento de estoques nos frigoríficos

Publicado em 10/04/2017 11:59
Comercialização se recupera e retoma movimento de antes da Operação Carne Fraca. Já os preços devem demorar mais para voltar aos patamares de antes da operação da PF
Confira a entrevista com Alex Santos Lopes

A semana começa com novidades para o mercado do boi gordo. De acordo com Alex Santos Lopes, da Scot Consultoria, o mercado começa a operar dentro dos fundamentos e as especulações da semana passada não existem mais. Com isso, os preços estão dentro das referências, puxados também por escalas de abate apertadas das indústrias nos últimos dias, já que os pecuaristas não entregaram mediante as grandes variações.

A venda de carne no varejo melhorou com o pagamento de salário no início do mês, por mais que o cenário estabelecido seja de crise. Com isso, cria-se um cenário mais real.

No entanto, a tendência de um cenário de preços sem especulação ainda é um processo longo. As exportações foram liberadas, mas na prática o Brasil deve renegociar contratos e contar com um convencimento da população dos países que recebem a carne em relação à confiabilidade da carne brasileira. Assim, o cenário caminha para a normalidade, mas alguns fatores ainda são precificados na arroba do boi.

Uma grande alta de preços também é travada pelo período de maior oferta de animais de pastagem em abril e maio, o que tende a gerar um cenário baixista no curto prazo. Logo, os pecuaristas devem ter consciência de que esse momento está chegando e que, "participar do mercado a qualquer custo não parece uma estratégia interessante", de acordo com Lopes.

A Scot Consultoria anunciou também que irá mudar a sua forma de divulgação de preços. A partir de agora, os preços divulgados serão livres de Funrural - assim, a referência em São Paulo deve cair para R$135/@ nos próximos dias. De acordo com Lopes, a intenção é "deixar a situação mais clara para o pecuarista".

Por: e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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