China promove nova rodada de renegociação de preços da carne junto aos frigoríficos brasileiros; confirmação pode limitar movimento de alta na arroba do boi

Publicado em 12/07/2021 12:57 e atualizado em 12/07/2021 15:05
Chegada da segunda quinzena do mês também pode limitar movimento de alta na arroba, mesmo diante de uma oferta restrita
Fernando Henrique Iglesias - Analista da Safras & Mercado

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Entrevista com Fernando Henrique Iglesias - Analista da Safras & Mercado sobre o Mercado do Boi Gordo

 

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Em entrevista ao Notícias Agrícolas, o Analista da Safras & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, reportou que os chineses aproveitaram para comprar carne suína na semana passada para recompor os estoques públicos. “Os chineses compraram em torno de 30 mil toneladas de carne e isso ajudou a recuperar os preços da suinocultura chinesa após quedas expressivas nos últimos meses”, destacou. 

Os chineses também aproveitaram para renegociar os preços da carne com os principais importadores, incluindo o Brasil. “Isso pode comprometer novas altas para as cotações da arroba brasileira mesmo diante de uma oferta restrita de animais”, ressaltou. 

As negociações para o mercado do boi gordo iniciaram a semana de forma comedida e diante das escalas de abate mais confortáveis. “As programações de abate atendem uma média de 5 a 6 dias úteis no estado de São Paulo. Além disso, as indústrias não conseguem exercer uma pressão negativa nos preços da arroba”, informou. 

Os preços da carne subiram na primeira quinzena de julho, principalmente nos cortes de traseiro que estão ao redor de R$ 21,05/kg e o dianteiro está na faixa de R$ 17,30/kg. “As cotações encontraram espaço para reação nas primeiras semanas do mês, mas a grande questão é que o consumidor brasileiro segue limitado e não consegue absorver tantos reajustes”, comentou. 

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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