Frigoríficos estão revendo pressão inicial sobre a arroba após caso atípico de vaca louca e cotações do boi comum começam a se recuperar

Publicado em 28/02/2023 12:38 e atualizado em 28/02/2023 18:35
Com mais animais à pasto e menor oferta de confinados indústrias tentam alongar escalas para atender demanda de início de mês
Caio Junqueira - Analista de Mercado da Cross Investimentos

Podcast

Frigoríficos estão revendo pressão inicial sobre a arroba após caso atípico de vaca louca e cotações do boi comum começam a se recuperar

As referências da arroba do boi em SP, GO e MS começaram a registrar recuperação com as indústrias frigoríficas se reposicionando no mercado. Por exemplo, os negócios em SP ocorrem atualmente na faixa dos R$280/@. A primeira tentativa de compra aconteceu na sexta-feira passada com ofertas de R$ 270,00/@, mas sem sucesso.  Antes da suspensão das exportações os negócios no estado com boi comum ocorriam em R$ 290,00/@.

De acordo com o Analista de Mercado da Cross Investimentos, Caio Junqueira, antes do anúncio do caso da ‘Vaca Louca Atípica’ o mercado estava com um cenário de pouca oferta e com escalas de abate encurtando de 15 dias no início de janeiro para 7 dias em fevereiro. “Por isso estamos vendo que alguns frigoríficos que abriram na semana passada com preços menores, já começaram a ofertar valores maiores para arroba”, comentou. 

Durante as especulações sobre a ocorrência da doença, algumas indústrias frigoríficas optaram por não negociar animais com padrão exportação mas  mantiveram os valores ddaqueles já  negociados. “Não foram todas, mas algumas pagaram normalmente e deixaram para mudar os preços a partir desta semana. Por outro lado,  muitas indústrias optaram por dar férias coletivas aos funcionários e postergaram os negócios”, apontou. 

O mercado agora aguarda o resultado da contraprova do exame que foi mandado para o Canadá e deve ser divulgado nos próximos dias. "Tem a contraprova no Canadá e a decisão da OIE (Organização Internacional de de Saúde Animal) sobre o encerramento do caso. Só a partir daí a China decide quando volta a comprar a carne brasileira." lembra o analista.  

 Junqueira também falou sobre  a importância da alteração do protocolo sanitário no acordo comercial entre a China e o Brasil. "É preciso pressionar as classes e entidades para revisar esse acordo para o mercado não ficar sempre dependente da China", apontou em entrevista.  

Por: Aleksander Horta e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Agosto tem nova queda no abate com destaque para forte redução de fêmeas
Alta da arroba no mercado futuro proporciona melhor momento do ano para proteção de preços
Boi/Cepea: Bezerro se valoriza mais que boi magro
Alta da arroba deve ser retomada com a chegada de setembro, depois de uma semana marcada por pressão nos preços
Abate de bovinos cresce 1,3% no segundo trimestre e supera 10,7 milhões de cabeças, aponta IBGE
Controle do fusarium no milho deve começar pelo solo, na hora do plantio