Café: Mercado sobe mais de 2% e Rabobank destaca preocupação com logística e fertilizantes, apesar de melhora nas lavouras do BR

Publicado em 30/03/2022 15:47 e atualizado em 30/03/2022 17:30
A preocupação com os tratos culturais trazem mais uma preocupação para oferta do produto, já restrista devido aos impasses climáticos nos principais países produtores
Guilherme Morya - Analista do Rabobank

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Entrevista com Guilherme Morya - Analista do Rabobank sobre o Mercado do Café

 

O mercado futuro do café arábica encerrou as cotações desta quarta-feira (30) com avanço de 2,85% o equivalente a mais de 600 para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). 

Maio/22 teve alta de 615 pontos, negociado por 221,85 cents/lbp, julho/22 registrou valorização de 610 pontos, cotado por 221,90 cents/lbp, setembro/22 teve alta de 590 pontos, negociado por 221,20 cents/lbp e dezembro/22 teve valorização de 580 pontos, valendo 219,60 cents/lbp. 

De acordo com análise de Guilherme Morya, analista de mercado do Rabobank, os fundamentos continuam sólidos para os preços do café, mas continua no radar as questões envolvendo Rússia e Ucrânia, que trazem muita preocupação em relação ao consumo, mas também dos fertilizantes, sobretudo, neste momento, nas origens produtoras onde aplicação tradicionalmente é feita nos próximos meses. A preocupação com os tratos culturais trazem mais uma preocupação para oferta do produto, já restrista devido aos impasses climáticos nos principais países produtores. 

Morya destacou mais uma vez que o cenário continua sendo de cautela para o cafeicultor, mas que as boas oportunidades aparecem apesar da intensa volatilidade do mercado. É importante que o produtor participe, fazendo as margens necessárias mesmo aguardando pela reta final de desenvolvimento da safra e por novos patamares de preços. 

Já na Bolsa de Londres, depois de operar boa parte do pregão com valorização, o café tipo conilon encerrou com estabilidade. Maio/22 teve alta de US$ 27 por tonelada, valendo US$ 2152, julho/22 registrou queda de US$ 2 por tonelada, cotado por US$ 2113, setembro/22 teve baixa de US$ 8 por tonelada, negociado por US$ 2095 e novembro/22 teve alta de US$ 3 por tonelada, cotado por US$ 2097. 

No Brasil, o mercado físico acompanhou e encerrou com valorização nas principais praças de comercialização do país. 

O tipo 6 bebida dura bica corrida teve alta de 2,48% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 1.240,00, Poços de Caldas/MG teve alta de 1,55%, cotado por R$ 1.310,00, Patrocínio/MG teve alta de 1,63%, valendo R$ 1.250,00, Araguarí/MG teve alta de 2,52%, valendo R$ 1.220,00, Varginha/MG teve valorização de 1,64%, negociado por R$ 1.240,00, Campos Gerais/MG registrou valorização de 2,45%, cotado por R$ 1.252,00 e Franca/SP teve alta de 2,44%, cotado por R$ 1.260,00. 

O tipo cereja descascado teve alta de 2,34% em Guaxupé/MG, negociado por R$ 1.310,00, Poços de Caldas/MG teve alta de 2,17%, valendo R$ 1.410,00, Patrocínio/MG registrou valorização de 0,39%, cotado por R$ 1.295,00, Varginha/MG teve alta de 1,56%, negociado por R$ 1.300,00 e Campos Gerais/MG teve alta de 2,34%, valendo R$ 1.312,00. 

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Por: Virgínia Alves
Fonte: Notícias Agrícolas

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