DA REDAÇÃO: Soja transgênica pode ajudar no combate à Helicoverpa
Nesta segunda-feira (10), o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Andrade, informou que o governo chinês aprovou três variedades de soja geneticamente modificada de interesse do Brasil. Entre as variedades estão a soja Intacta RR2 Pro, CV127 e Liberty Link.
Para o presidente da Monsanto no Brasil, Rodrigo Santos, a área plantada com a nova soja da empresa, a Intacta RR2 Pro, poderá alcançar 2,5 milhões de hectares no país na temporada 2013/14.
De acordo com a pesquisadora da Embrapa Soja, Divânia de Lima, a empresa ainda não recebeu nenhuma notificação oficializando a aprovação da nação asiática para as três variedades de soja transgênica do Brasil. A pesquisadora ainda explica que, há três cultivares cultivance registradas no RNC (Registro Nacional de Cultivares).
Após o registro, a Embrapa inicia a produção de sementes e depois libera o material para os produtores de sementes. Os agricultores têm a responsabilidade de fazer a semente certificada de primeira e segunda geração e disponibilizar para os produtores na safra seguinte. Dentro dessa linha, a empresa tem três cultivares duas destinadas à região Centro-Sul do país e outra para a Região Central.
Desses dois materiais tem excelente potencial produtivo. “Na nossa rede de ensaio, os materiais cultivance bateram a BRS 284 que é um material convencional”, afirma Divânia. Por outro lado, a pesquisadora sinaliza quea cultivance não tem o gene Bt, diferente da tecnologia da Intacta e que, por isso, tem resistência ao grupo de lagartas, entre elas, a Helicoverpa.
Ainda segundo a pesquisadora, as ferramentas devem ser utilizadas pelos agricultores, mas é preciso analisar a relação custo e benefício. “Hoje, dentro de um cenário convencional, a União Europeia tem uma busca muito forte por cultivares convencionais. Alguns agricultores conseguiram uma bonificação em torno de 3% a 4% no valor da saca de soja e sem pagar os royalties pela tecnologia”, orienta Divânia.
No entanto, os produtores rurais que decidirem utilizar a tecnologia não devem esquecer a utilização do refúgio, que é fundamental para que não haja risco de populações de pragas resistentes nas lavouras, alerta a pesquisadora.
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