DA REDAÇÃO: Após movimento técnico, soja fecha em alta na CBOT

Publicado em 25/09/2013 17:27 e atualizado em 25/09/2013 19:48
Soja: compradores internos e externos disputam primeiros lotes de produtos colhidos e deixam mercado firme nos EUA. Além disso, compras técnicas e indefinições sobre o real tamanho da safra americana ajudam a manter os negócios em alta em Chicago.

Nesta quarta-feira (25), a soja encerrou com leves altas na Bolsa de Chicago em uma segunda sessão consecutiva de valorização nos preços.

Os EUA está no início da colheita da sua safra de soja e ainda existe uma discussão entre os analistas sobre o potencial de recuperação que as lavouras poderiam ter com as chuvas tardias que ocorreram em algumas regiões.

De acordo com o analista de mercado, Stefan Tomkiw, o mercado vem monitorando os dados que saem das colheitadeiras no início da colheita para checar se existirá ou não uma melhora nas condições de lavoura.  Mesmo assim, se essa melhora existir ela irá ocorrer a partir do avanço da colheita porque as regiões que receberam essas chuvas tardias se concentram mais na parte norte do cinturão produtor e são as áreas em que a colheita será realizada mais a frente.

Esses fatores acabam sustentando o mercado, que teve uma movimentação técnica com alguns traders percebendo que o mercado está tendo um pouco de dificuldade para romper as mínimas durante o início da colheita. Com isso, como o mercado não conseguiu romper esses níveis para baixo, alguns participantes entraram cobrindo posições vendidas, o que fez as cotações darem um pequeno impulso altista. No entanto, a colheita já começou e esse é um período marcado por uma pressão sazonal nos preços devido à entrada de produto físico.

Milho: Hoje (25) o grão também encerrou em alta na Bolsa de Chicago, com cerca de 5 pontos de valorização nos principais vencimentos. Segundo Tomkiw, o milho acabou subindo puxado pelo trigo devido à informações de perdas na produção argentina frente a um clima mais frio e o mercado respondeu tentando puxar os preços para cima com uma expectativa de demanda voltada para os EUA. Porém, os fundamentos do milho ainda são de pressão nas cotações.

Fonte: Notícias Agrícolas

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