Em Laguna Carapã/MS, lavouras de milho safrinha já devem registrar perda de produtividade depois de 15 dias de seca

Publicado em 27/03/2015 10:18 e atualizado em 27/03/2015 12:11
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Safra 2015: Depois de um período de mais de 15 dias de seca, chuvas voltam à região de Laguna Carapã/MS e favorecem desenvolvimento do milho safrinha. Porém, potencial produtivo do cereal já está menor. Custos de produção foram elevados e a atuais patamares de preços - R$ 18,40 - não remuneram bem o produtor. Na soja, situação é mais favorável e colheita já se concluiu.

A região de Laguna Carapã (MS), registrou de 15 a 20 dias sem precipitações e a lavouras de milho safrinha já devem registrar perda no potencial produtivo.

Segundo, Antônio Rodrigues Neto, técnico agrícola bio rural, as chuvas aconteceram de forma irregular, com apenas pancadas de chuvas isoladas. Porém, as chuvas chegaram ao município na noite desta quinta-feira (26).

Cerca de 40% da área plantada com milho safrinha, já está na fase de reprodução, sendo assim a falta de nutrição na planta prejudicou o desenvolvimento e o tamanho da espiga. 

Além disso, os produtores da região também enfrentaram problemas com pragas. "Tivemos um ataque severo de percevejos e várias áreas tiveram que fazer de 3 a 4 aplicações para o controle da praga", explica Neto.

Com as aplicações Neto afirma que as lavouras não registram mais a incidência do percevejo, no entanto, os agricultores tiveram grande custo com os defensivos.

"Outra coisa que também nós estamos observando aqui no campo é a ferrugem, mancha branca e pulgão que são doenças que também preocupam devido à seca",  ressalta Neto.

Nesse cenário, os produtores devem ficar atentos ao surgimento de novas pragas, haja vista que a seca já prejudicou a produtividade e maiores perdas podem comprometer a rentabilidade dos agricultores.

"Aqueles que não se atentaram para o pulgão terão que correr para fazer aplicação e conseguir um controle de 20% a 30% mas os dados comerciais já foi, porque na verdade do pulgão teria que fazer o controle antes do pendoamento para eliminar a praga", ressalta Neto.

Contudo, na cultura da soja a região registrou um controle de pragas eficientes. Neto conta que os produtores utilizaram um fungicida que apresentou grande efeito sobre as doenças. Além disso, ressalta que os agricultores “estão consciente que precisam fazer as aplicações cedo, não só contra ferrugem assiática, mas também contra a antracnose que está atacando bastante em Laguna Carapã”, completou.

Ainda assim, os custos de produção ficaram acima da média, somando R$900,00 a R$1.000,00 por hectare devido a problemas com as pragas. E levando em consideração que o preço do milho está R$ 18,80 a saca, fazendo a divisão o produtor gasta cerca de 60 sacas de milho por hectare.

Nesse cenário, a rentabilidade do produtor deve ficar comprometida, haja vista que na média "os produtores colhem de 60 a 75 sacas por hectare", afirma Neto.

"Nós esperamos que o mercado ofereça pelo menos acima dos R$ 20,00 para poder amenizar os gastos e conseguir um pouco de lucratividade", declara.
Com isso, os agricultores têm deixado as comercializações de lado, na expectativa de melhores preços por conta da volatilidade do câmbio.

Soja

A colheita de soja em Laguna Carapã já está encerrada, e a produtividade ficou em torno das 46 a 47 sc/ha, contra a expectativa de 53 sc/ha que se esperada antes do veranico de janeiro.

O preço está R$ 56,60 a saca, mas os produtores esperam para comercializar acima dos R$ 60,00 reais.

Por: Carla Mendes e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

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