Perdas do café no cerrado mineiro podem chegar a 12% - Joel Souza Borges | Expocaccer

Publicado em 09/10/2014 13:49 e atualizado em 10/10/2014 09:48
Café: no cerrado mineiro está faltando água até para os cafezais irrigados. Produtores tem mais uma semana para fazer irrigação de emergência e depois disso terão que contar com a ajuda de São Pedro. Vale lembrar que a irrigação atende apenas 1/4 das lavouras na região. Expocaccer já trabalha com perdas maiores para a próxima safra.

A safra atual que acabou de ser colhida no cerrado mineiro tem perda estimada em 12%, principalmente, devido à má formação dos grãos com a seca nas principais cidades produtoras de café. A colheita atual deve ser em torno de 5 milhões de sacas — em condições normais, neste ano a produção da região seria em torno de 7 milhões de sacas. Ainda sem chuvas, os cafeicultores temem queda maior para a próxima safra.

A região de Patrocínio-MG é considerada importante produtora de café irrigado. No entanto, o sistema não ajudou na produção e também pode ter quedas de produção, assim como as lavouras tradicionais. "Estamos percebendo que os cafeicultores que usam essa tecnologia estão no limite, mais uma semana ou dez dias eles não devem ter mais água", afirma o trader da Expocaccer, Joel Souza Borges.

Os córregos na região estão secando e várias propriedades tirando água do mesmo local, fazendo com que no curto prazo os produtores não tenham mais água para irrigar o café até a florada. "Para a próxima safra nós também teremos uma quebra em função dessa estiagem que está longe demais na região", ressalta o tarder.

Os cafeicultores que não produzem irrigação já tiveram florada em torno de 30% na região. De acordo com Borges, essa florada não teve 'pegamento' em função do déficit hídrico e neste período do ano ainda há incidência de bicho mineiro que desfolha a planta. "Acreditamos que teremos uma quebra para a próxima safra. No entanto, ainda é cedo para dimensionar o tamanho", diz.

Os produtores do cerrado mineiro costumam realizar vendas futuras. Porém, as altas vistas na Bolsa de Nova York nos últimos dias e que refletem no mercado interno não estão beneficiando os cafeicultores da região. "O mercado está muito bom, mas tem poucos cafés finos então o produtor não consegue complementar a sua média de valor de venda", explica.

Por: Jhonatas Simião
Fonte: Notícias Agrícolas

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