DA REDAÇÃO: Até 4 milhões de toneladas de milho podem estar perdidos após geadas no Paraná

Publicado em 29/06/2011 19:09
Milho: produção da safrinha do Paraná pode cair em 4 milhões de toneladas e déficit compromete o abastecimento interno até o final deste ano. Previsão de chuvas não impacta colheita de julho, apenas as de agosto.

A geada dos últimos dois dias no Paraná causará severas perdas produção geral da safrinha de milho do Brasil, além de somar com as perdas causadas pela estiagem de maio. Segundo Vlamir Brandalizze, consultor de mercado, a produção paranaense deve diminuir em até 4 milhões de toneladas a sua produtividade e esse déficit pode comprometer o abastecimento interno até o final deste ano.

Apesar das chuvas que já acontecem no Estado, a colheita do cereal nos primeiros 10 dias do mês de julho não prejudicará a qualidade e a produtividade da safra, mas afeta o desenvolvimento dos grãos previstos para serem colhidos em agosto próximo. Este deverá ter baixa qualidade, peso e podem estar ardidos, como afirma Brandalizze.

No Mato Grosso, a avaliação das perdas para o milho que foi plantado também fora da janela ideal das chuvas pode chegar a menos 20 sacas por hectare, de uma perspectiva inicial de colheita de 70 sacas por hectare.

A expectativa para os preços internos é para altas explosivas no curto e médio prazos, com possibilidade de importação do grão. Porém, produtores de regiões que não foram afetadas pelas adversidades climáticas, comemoram o mercado altista.

Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

SugarCane Global Summit debate desafios e caminhos para o futuro do setor sucroenergético
Pecuaristas encerram a semana reduzindo oferta de animais em SP; Grão , farelo e óleo de soja têm dia de queda em Chicago
Terceira geração de família de agricultores deixa raízes no RS e parte para abrir terras em Juína, no Mato Grosso
Campeão do “Melhor História de um Agricultor” quis que sua história fosse exemplo para outras pessoas
Finalista do “Melhor História de um Agricultor” destaca honra e responsabilidade de contar história da família