Preços do milho futuro fecham a semana com valorizações de até 4,6% na B3 sob influência do mercado climático

Publicado em 24/04/2026 15:41 e atualizado em 24/04/2026 18:12
Chicago também teve alta semanal de 1,5% de olho no plantio e nas questões geopolíticas com o petróleo
Enilson Nogueira - Consultor Céleres Consultoria
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Preços do milho futuro fecham a semana com valorizações na B3 sob influência do mercado climático

A sexta-feira (24) termina com os preços internacionais do milho futuro praticamente estáveis na Bolsa de Chicago (CBOT), mas acumulando valorizações ao longo da semana.  

Segundo a análise de Enilson Nogueira, consultor da Céleres Consultoria, as cotações do cereal nos Estados Unidos estão sob influência do avanço dos trabalhos de plantio da nova safra norte-americana e das movimentações geopolíticas, especialmente as que influenciam os preços do petróleo, que puxam os biocombustíveis como o etanol de milho. 

Outro ponto que segue dando suporte na CBOT é a forte demanda pela exportação do milho dos EUA. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicou que o país embarcou 1,3 milhões de toneladas de milho para a safra velha e mais 440 mil para a nova. 

O vencimento maio/26 foi cotado a US$ 4,55 com queda de 0,50 ponto, o julho/26 valeu US$ 4,63 com perda de 0,25 ponto, o setembro/26 foi negociado por US$ 4,68 com estabilidade e o dezembro/26 teve valor de US$ 4,84 com alta de 0,75 ponto. 

Esses índices representaram baixa, com relação ao fechamento da última quinta-feira (23), de 0,11% para o maio/26 e de 0,05% para o julho/26, além de ganho de 0,16% para o dezembro/26 e estabilidade para o setembro/26. 

No acumulado semanal, os contratos do cereal norte-americano registraram valorizações de 1,39% para o maio/26, de 1,31% para o julho/26, de 1,57% para o setembro/26 e 1,52% para o dezembro/26, com relação ao fechamento da última sexta-feira (17). 

Mercado Interno 

Os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) finalizaram as movimentações desta sexta-feira com movimentos positivos, que se somaram as valorizações acumuladas ao longo da semana. 

De acordo com Nogueira, o milho foi fortemente influenciado pelo mercado climático, que está acompanhando o desenvolvimento das lavouras da segunda safra de milho pelo Brasil. 

“Entramos no momento de mercado climático para o milho. Tivemos atrasos no plantio e a janela foi empurrada mais para a frente. Depois tivemos um período de boas chuvas em março e começo de abril, mas os últimos dias já foram mais secos e as previsões apontam pouca chuva nas próximas semanas”, diz. 

O consultor ressalta que o real potencial produtivo desta safrinha está cada vez mais em cheque, o que tende a seguir dominando o mercado e trazendo muita volatilidade para os preços daqui para frente. 

Apesar das valorizações acumuladas na B3, os preços no mercado físico não refletiram essas altas. Nogueira explica que a liquidez segue restrita, até diante da incerteza sobre a produção, o que limita o avanço de vendas por parte dos produtores. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira 

O vencimento maio/26 foi cotado a R$ 68,60 com valorização de 1,14%, o julho/26 valeu R$ 69,05 com ganho de 0,06%, o setembro/26 foi negociado por R$ 71,40 com alta de 0,28% e o janeiro/27 teve valor de R$ 74,50 com elevação de 0,27%. 

No acumulado semanal, os contratos do cereal brasileiro registraram valorizações de 4,41% no maio/26, de 3,34% para o julho/26, de 4,60% para o setembro/26 e de 1,94% para o janeiro/27, com relação ao fechamento da última sexta-feira (17). 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho permaneceu com poucas alterações neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização somente em Sorriso/MT e percebeu valorização apenas no Porto de Santos/SP. 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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