Dólar: Mercado à espera do futuro das taxas de juros nos EUA e de olho cenário político e econômico no Brasil

Publicado em 20/05/2015 13:05
Dólar: Mercado de olho nas expectativas para o futuro da taxa de juros nos Estados Unidos e, aqui no Brasil, com foco na cena política e econômica do país, principalmente a aprovação do ajuste fiscal e corte no orçamento. Suporte no patamar dos R$ 3,00, porém, ainda é forte.

Informações sobre o ajuste econômico, a instabilidade política do Brasil, e a incerteza sobre a elevação da taxa de juros dos Estados Unidos tem causando grande volatilidade na cotação do dólar. Segundo o economista Jason Vieira, o mercado trabalha com um suporte de R$ 3,00 e teto a R$ 3,10.

Em entrevista ao Notícias Agrícolas, Vieira afirmou que no médio prazo será difícil o câmbio perder o suporte da faixa dos R$ 3,00 (entre R$ 2,95 a R$ 3,05). "Se algum indicador da economia americana não seguir a linha de crescimento forte, que demandaria os Estados Unidos a elevar os juros, poderíamos sim ver um rompimento dos R$ 3. O dólar tem três faixas de suporte a partir dos R$ 2,90, seria os R$ 2,96 R$ 2,94 depois migra até os R$ 2,90 como ele já testou nos meses anteriores", declara.

O presidente do Federal Reserve de Chicago, Charles Evans, afirmou nesta quarta-feira (20), que a alta dos juros dos Estados Unidos provavelmente não é apropriada até o início de 2016. No entanto, Vieira afirma que o FED possui uma comunicação coordenada, dando sinais muitas vezes até contraditório, para evitar que o mercado precifique sem certeza.

No Brasil, mesmo com o ajuste fiscal aprovado a expectativa é que o dólar continue trabalhando em patamares elevados. O dólar futuro opera com variação positiva, o julho/15 trabalha a R$ 3.066, mostrando que o peso maior neste momento é realmente a elevação da taxa de juros norte-americana.

"A elevação da taxa de juros dos Estados Unidos será simbólica, mas mesmo com esse simbolismo de 0,25% é uma sinalização de que a economia está boa, que a situação está boa e que agora necessitamos de um pequeno controle de preços, isso vai gerar um impacto global no dólar", afirma Vieira.

Para ele, os produtores não devem ficar atentos apenas ao dólar, é preciso aproveitar também os picos nas cotações das commodities, para garantir a melhor rentabilidade.

Por: e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Mercado financeiro argentino recupera forças com resultado eleitoral no Brasil
Renovação da Câmara federal chegou a 35%; veja nova composição da Casa
Dólar tem maior queda diária em mais de 8 anos com Flávio à frente de Lula no 1º turno
Trump elogia desempenho de Flávio Bolsonaro no primeiro turno das eleições
Ibovespa fecha acima dos 200 mil pontos pela 1ª vez após Flávio Bolsonaro liderar 1º turno
Aprovação de Trump atinge nível recorde de baixa; hispânicos estão descontentes com os republicanos, diz Reuters/Ipsos