Com custo elevado, irregularidades climáticas e preços bons, produtor precisa plantar bem para garantir o potencial produtivo da lavoura

Publicado em 29/10/2015 15:19
Com custo elevado, irregularidades climáticas e preços bons para os grãos, produtor precisa plantar bem para garantir o potencial produtivo da lavoura

Em períodos de custos elevados, irregularidades climáticas e bons níveis de preços, os produtores precisam garantir o melhor potencial produtivo nas lavouras. Na safra 2015/16 a crise política impactou diretamente nos gastos, crédito e preços das commodities, além disso, a previsão de maior El Niño da história também está mexendo com o clima no país.

Diante desse cenário, os produtores precisam estar atentos a qualidade do plantio dos grãos, para que as plantas expressem seu maior potencial produtivo. Segundo o engenheiro agrônomo, Dirceu Gassen, nesta temporada temos duas realidades distintas: no sul o excesso de chuvas tende ao plantio como solo ainda encharcado, já no centro oeste o atraso das precipitações pode gerar uma semeadura mais acelerada.

"Uma velocidade elevada não garante a distribuição uniforme das sementes e a profundidade necessária, muito menos o corte da palha, a abertura e fechamento do sulco", explica o engenheiro agrônomo que considera a velocidade adequada de 3,6 km/h (1 m/seg), onde seriam lançadas cerca de 12 a 15 sementes por segundo.

O espaço ideal entre as sementes é de 8 a 10 cm com 25 plantas por m² para garantir o potencial de produção da lavoura, para o milho a distância adequada é de 25 cm/planta com 8 plantas/m², e no caso do arroz a área sugerida é de 1,5 cm por planta com um total de 400 mudas por m².

De acordo com Gassen, a velocidade média de plantio atualmente é de 9 km/h, o equivalente a 2,5 metros semeados por segundo. Nesta velocidade seria preciso cortar a palha, abrir o sulco e distribuir 38 sementes a uma profundidade de 3 cm, depois fechar o sulco em apenas 1 segundo.

Nos solos encharcados, como é o caso da região sul, a terra está mais compactada por isso uma alta velocidade de semeadura pode ocasionar torrões e leivas. Nestes casos o engenheiro alerta que "é melhor esperar uma semana e plantar com o solo em boas qualidades do que plantar mais cedo e com baixa qualidade", destaca.

Gassen lembra ainda, que depois da semeadura realizada é possível apenas realizar a proteção do potencial produtivo que foi estabelecido durante o plantio. Além disso, compensar as falhas com um maior número de sementes por metro de fileira ocasiona as plantas duplas que resultam em área foliar exagerada, maior dificuldade para proteção contra doenças e a competição por nutrientes.

"Neste ano estamos com um preço excelente para soja em reais, por isso essa é a safra para plantar melhor conseguindo produzir mais e gerar mais renda, porque os custos já foram", declara o engenheiro agrônomo.

Por: e Larissa Albuquerque
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Soja sente tombo de Chicago nos portos, mas dólar e demanda chinesa amortecem pressão no Brasil
Soja 26/27: chuva aperta janela no RS e exige precisão no plantio; especialista aponta estratégias para proteger produtividade
Soja despenca mais de 15 pontos em Chicago com pressão dos derivados; dólar limita impacto no Brasil
StoneX vê safra de soja 26/27 do Brasil em 183,36 mi t e menor exportação de milho em 25/26
Entrada da nova safra americana no mercado traz pressão sazonal sobre a soja de Chicago, mas clima do BR permanece no radar
Soja recua em Chicago nesta 5ª feira com China ainda limitando demanda dos EUA