Soja em Chicago recomeça a semana ainda de lado e à espera de novidades fortes sobre América do Sul

Publicado em 27/11/2017 11:18
Tendência segue de cotações lateralizadas diante de um equilíbrio entre a oferta confortável e a força intensa do consumo pela oleaginosa e referência nos US$ 10 por bushel continua. Assim, repiques em Chicago devem ser aproveitados pelos produtores brasileiros.
Confira a entrevista com Miguel Biegai - Analista da OTCex Group

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Nesta segunda-feira (27), a soja abriu a semana caminhando de lado, sem muitas alterações na Bolsa de Chicago (CBOT). Os dois lados da tabela foram testados, mas sem oscilações expressivas.

Miguei Biegai, analista de mercado da OTCex Group, destaca que ainda não há informações novas disponíveis que influenciem nas cotações, fator que faz com que o mercado trabalhe lateralizado desta forma.

De acordo com o gráfico demonstrado por Biegai, o contrato janeiro/18 conta com uma resistência na casa dos US$10/bushel para a alta e de US$9,50/bushel para a baixa. No momento, até que surja algum fator novo, a CBOT não indica que irá romper qualquer uma dessas resistências.

O analista vê que apenas uma alteração climática na América do Sul, como a confirmação de um La Niña ou a confirmação de problemas e perdas seria capaz de trazer uma movimentação mais expressiva neste momento. "Se começar a faltar chuva repetidamente, podemos ver o mercado em um patamar de US$10,50/bushel e até US$11/bushel", diz. As informações em torno do consumo, que também se apresentam fortes, frente a uma oferta confortável, já estão inseridas no mercado, como avalia Biegai. O que não está "embutido" nas cotações são aqueles fatores que ainda não são conhecidos pelos operadores.

Contudo, a qualquer momento, um fator externo ao mercado pode influenciar nas cotações, "mas ninguém tem como prever", destaca.

Para o produtor brasileiro, um mercado se aproximando perto da resistência de alta oferece um momento de oportunidade para aproveitar as vendas. "Se você sempre vender perto dos US$10/bushel, vai estar sempre na melhor média alcançada", aconselha Biegai.

Por: Carla Mendes e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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