Semana de alta para os preços da soja e a confirmação de falta de chuva na Argentina pode levar cotações de volta aos US$10,00
A sexta-feira (05) foi de leves altas para as cotações da soja na Bolsa de Chicago (CBOT), com ganhos em torno de três pontos nos principais vencimentos.
Miguel Biegai, analista de mercado da OTCEx Group, em Genebra (Suíça), destaca que a semana foi marcada por uma recuperação de preços em Chicago frente às últimas semanas de 2017, baseada principalmente nas incertezas climáticas que tomam conta do mercado. A Argentina, o Rio Grande do Sul e o Mato Grosso são os principais pontos de atenção neste momento.
De acordo com os gráficos demonstrados por Biegai, o mercado está, desde setembro, entre dois patamares: US$9,55/bushel como o patamar de suporte e US$10,20/bushel como resistência. Contudo, há uma resistência intermediária nos US$9,77/bushel, que vem sendo o alvo de rompimento.
Os próximos dias, segundo o analista, serão determinantes para que essas movimentações se encaminhem. Ele comenta que a banda entre US$9,55/bushel e US$9,77/bushel é um patamar bastante estreito para o mercado trabalhar - este que deve procurar por um patamar mais amplo.
Para ele, qualquer incerteza em relação à falta de chuvas, mesmo sem uma confirmação de quebras, poderia fazer com que os preços rompam os US$9,77/bushel.
Neste momento, Biegai recomenda os produtores brasileiros a ficarem bastante atentos a esta movimentação. Ele lembra que o mercado climático traz muitas surpresas e que, rapidamente, os objetivos podem ser atingidos.
O analista ainda recomenda a participação nas vendas caso as cotações atinjam os US$10/bushel, sempre de olho nas três principais variáveis: Chicago, prêmio e dólar. Para aqueles que possuem acesso a este dispositivo, Biegai também recomenda a compra de operações de call.