Com colheita em andamento, produtores de soja de San Inacio, no Paraguai, seguem atentos ao clima

Publicado em 17/01/2018 11:02
Previsões climáticas ainda indicam chuvas para a região nos próximos 10 dias. Cenário, se confirmado, pode resultar em perdas na produtividade e atrasar os trabalhos de colheita. Primeiras áreas colhidas registram quebra de rendimento. Preços estão próximos de US$ 320,00 a tonelada na localidade. Chuvas beneficiam lavouras de soja e milho safrinha.
Confira a entrevista com André Valcarenghi - Produtor Rural

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André Valcarenghi - Produtor Rural

 

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Em San Ignacio Guazú, no Paraguai, os produtores rurais estão preocupados com as incertezas em relação ao comportamento do clima, que indicam chuvas para próximos 10 dias e que pode afetar os trabalhos de campos, especialmente o andamento da colheita da soja. Por enquanto, as primeiras áreas colhidas já registram quebra de produtividade.

“Aqui na região, tem produtores que já começaram a colheita, já outros estão planejando para iniciar nas próximas semanas. Com isso, as primeiras áreas tiveram baixo rendimento chegando entre 1.500 kg a 2.300 kg por hectare. Em anos com clima favorável a produtividade chega por volta de 3.500 kg por hectare”, destaca o produtor rural da região, André Valcarenghi.

Confira as imagens das lavouras de soja: 

Por outro lado, as chuvas podem beneficiar as áreas destinadas à safrinha de soja e milho, isso porque a maior parte dos produtores prefere cultivar as oleaginosas ao invés do cereal. “Se comparada a uma temporada de verão, acaba ficando mais cara fazer a safrinha com soja por ter que entrar mais cedo com o fungicida”, explica.  

Veja as imagens das lavouras de soja safrinha: 

Contudo, os produtores paraguaianos ainda seguem cautelosos em relação às lavouras de soja de ciclo médio e as tardias, que estão se recuperando. “Estas lavouras apresentam boas condições de desenvolvimento, mas a soja tardia está em fase de floração e precisam de chuvas expressivas”, afirma.

Preços

Atualmente, a tonelada da soja é cotada a US$ 320,00, sendo que os custos de produção estão elevados e não sobram boas margens para os produtores. 

Por: Fernanda Custódio e Andressa Simão
Fonte: Notícias Agrícolas

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