Em fase de enchimento de grãos, lavouras de soja de Minas Gerais ainda precisam de chuvas

Publicado em 19/01/2018 09:46
Precipitações ainda seguem irregulares e as temperaturas elevadas. Projeção ainda é de um rendimento médio próximo de 55 scs/ha nesta temporada. Preços ao redor de R$ 62,00 a saca deixam margem ajustada aos produtores. Para a safrinha, o clima continua no foco dos agricultores e alguns podem investir na cultura do sorgo.

Na região de Coromandel/MG, os produtores deram inicio a colheita da soja precoce, que tem apresentado um bom rendimento, por volta de 80 a 85 sacas por hectares. Em contrapartida, no estado às lavouras de soja estão em diferentes estágios de desenvolvimento.  

O presidente da Comissão de Grãos da Faemg, Rodrigo Otávio de Araújo Herval, aponta que as lavouras em estágio vegetativo e enchimento de grãos necessitam de chuvas mais expressivas, sendo que as precipitações continuam irregulares e as temperaturas estão elevadas na região.

Nesta safra 2017/18, as perspectivas de produtividade estão dentro da média, em torno de 55 sacas por hectares. Além disso, a concentração da colheita da soja ficará a partir do dia 15 de fevereiro.

Em relação à sanidade, a liderança reforça que foram feitos os manejos adequados e até o momento não tiveram problemas com incidência de pragas.

Confira as imagens das lavouras  de soja em Coromandel/MG: 

Comercialização

Outra preocupação é a rentabilidade, visto que os produtores estão cautelosos para fazer as negociações antecipadas. Na região, os preços no mercado futuro para a soja estão por volta de R$ 62,00 a saca, para descontar o funrural. “É uma margem muito estreita, a gente acha que no final pode ser positivo com o valor de volume de produção, mas o preço não remunera”, afirma.

Milho

No caso do milho, as lavouras também apresentam boas condições de desenvolvimento, isso porque o plantio foi antecipado. Caso o clima não contribua, os produtores planejam diminuir o uso de tecnologia no cultivo de milho safrinha e investir na cultura do sorgo.

“A questão é o risco do milho safrinha no estado, tem áreas do triângulo mineiro que são favoráveis à cultura. Fora isso, os produtores não querem arriscar o milho para depois de fevereiro”, finaliza o presidente. 

Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Soja sente tombo de Chicago nos portos, mas dólar e demanda chinesa amortecem pressão no Brasil
Soja 26/27: chuva aperta janela no RS e exige precisão no plantio; especialista aponta estratégias para proteger produtividade
Soja despenca mais de 15 pontos em Chicago com pressão dos derivados; dólar limita impacto no Brasil
StoneX vê safra de soja 26/27 do Brasil em 183,36 mi t e menor exportação de milho em 25/26
Entrada da nova safra americana no mercado traz pressão sazonal sobre a soja de Chicago, mas clima do BR permanece no radar
Soja recua em Chicago nesta 5ª feira com China ainda limitando demanda dos EUA