Soja barata pode incentivar compras chinesas de contratos em Chicago, que não sofrem taxação de 25%, voltando a elevar preços

Publicado em 10/07/2018 17:25
Preços da soja ainda podem recuar um pouco mais em Chicato, até relatório do USDA, com possibilidade de revisão das exportações e estoques americanos
Carlos Cogo - Analista da Consultoria Agroeconômica

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Entrevista com Carlos Cogo - Analista da Consultoria Agroeconômica sobre o Fechamento de Mercado da Soja

 

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A terça-feira (10) foi um dia neutro para as negociações da soja na Bolsa de Chicago (CBOT), com um encerramento praticamente estável para os preços em relação ao fechamento do dia anterior.

Carlos Cogo, analista de mercado da Carlos Cogo Consultoria Agroeconômica, salienta que, mesmo morno, o momento do mercado é baixista, principalmente por conta da pressão que vem da briga comercial entre Estados Unidos e China.

Este fator ainda pode ser agravado pelo próximo relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a ser divulgado nesta quinta-feira (12).

Cogo observa que a maior prova de que os preços atuais "estão fora do lugar" está nos prêmios sobre a soja brasileira, que mostram que os compradores estão, sim, dispostos a pagar mais.

Houve uma redução de demanda por parte da China para os Estados Unidos, o que é natural que aconteça - agora, os asiáticos devem buscar opções e alternativas. Contudo, a demanda natural do país continua bastante aquecida.

A questão do frete não está totalmente superada no Brasil. O mercado deve ver, na sequência, que a tabela vai cair em desuso pela lei de oferta e demanda, na opinião do analista.

 

Por: e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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