Soja reage bem ao programa de apoio aos produtores americanos, mas para analista, medidas só adiam o problema

Publicado em 24/07/2018 17:58
A estratégia do governo americano de reter a soja para estimular altas pontuais não é uma boa alternativa diante de uma possível super safra americana
Marcos Araújo - Analista da Agrinvest

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Entrevista com Marcos Araújo - Analista da Agrinvest sobre o Fechamento de Mercado da Soja

 

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Nesta terça-feira (24), o mercado da soja em Chicago (CBOT) teve um encerramento positivo, como reflexo de um anúncio de medidas de apoio aos produtores norte-americanos por parte de Donald Trump.

Marcos Araújo, analista da Agrinvest, destaca que o efeito imediato dessas medidas pode ser o de enxugar as ofertas de soja dos Estados Unidos, sustentando, assim, os preços da soja na Bolsa de Chicago.

Com isso, pode ocorrer uma inversão da curva de preços na CBOT. O efeito direto foi a alta nas ações das empresas produtoras de maquinários. O produtor norte-americano vem de um quinto ano com diminuição da receita líquida na safra e o mercado está apreensivo com uma possível crise em um futuro próximo.

A China ausente do mercado dos Estados Unidos faz com que a liquidez diminua violentamente. Os produtores têm perdido em torno de US$80 por hectare na soja e US$95 por hectare no milho, o que gera uma pressão política bastante forte em torno de Trump.

O que tem ajudado são as margens de esmagamento recorde que os Estados Unidos estão obtendo, de US$70 por tonelada de soja. Hoje, a soja brasileira está US$60 mais cara do que a norte-americana.

Confira a análise completa de Araújo no vídeo acima e no arquivo abaixo:

Por: Aleksander Horta e Izadora Pimenta
Fonte: Notícias Agrícolas

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