Soja sobe mais de 1% em Chicago impulsionada por disparada do trigo e escalada entre Rússia e Ucrânia

Publicado em 22/07/2026 15:57
Mercado ganha força em Chicago com apoio do trigo e atenção voltada ao calor no Corn Belt

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Os preços da soja fecharam a sessão desta quarta-feira (22) com mais de 1% de alta na Bolsa de Chicago, na esteira de uma nova disparada do trigo. O mercado do grão concluiu os negócios na CBOT com ganhos superiores a 4%, refletindo a escalada das tensões entre Rússia e Ucrânia. Assim, na soja, os contratos mais negociados subiram entre 13,25 e 15,50 pontos, levando o agosto a US$ 12,32, o novembro a US$ 12,38 e o janeiro a US$ 12,52 por bushel. 

"A escalada dos conflitos geopolíticos entre Ucrânia e Rússia segue se intensificando. Segundo fontes oficiais ucranianas, as forças do país atingiram mais 13 embarcações russas no Mar Negro e no Mar de Azov na noite passada, sendo 10 navios de carga, dois rebocadores e um petroleiro. Nas últimas duas semanas, a Ucrânia teria atingido 196 embarcações russas", informou a Agrinvest Commodities. 

Além disso, no caso da soja, o mercado busca suporte técnico enquanto monitora atentamente as previsões meteorológicas para o Cinturão Agrícola dos Estados Unidos e as movimentações da demanda global, em especial por parte da China.

Um dos principais direcionadores para as cotações na CBOT continua sendo a evolução das lavouras norte-americanas, que se encontram em pleno desenvolvimento vegetativo e fase crítica de enchimento de grãos. Embora parte das áreas produtoras tenha recebido chuvas benéficas nos últimos dias — o que pressionou as cotações na terça-feira —, investidores mantêm certa cautela diante de bolsas de calor residual e da volatilidade típica do verão no Hemisfério Norte.

"O modelo GFS indica que o calor seguirá predominando nas principais regiões produtoras do Corn Belt entre 27 e 31 de julho, mantendo preocupação com o desenvolvimento das lavouras durante um período crítico de polinização", afirma o time de análises do Grupo Labhoro. O mês de julho costuma ser mais delicado para o milho e o de agosto para a soja, porém, os sinais de alerta estão ligados também para os campos da oleaginosa.  

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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