Brasil pode ter preços de soja ainda melhores a partir de meados de setembro, com início do pico da entressafra

Publicado em 27/08/2018 17:12 e atualizado em 27/08/2018 18:12
Em Chicago, preços ainda sentem a pressão da entrada da nova safra americana e da guerra comercial entre China e EUA, mas espaço para novas baixas é limitado.
Camilo Motter - Granoeste Corretora de Cereais

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Entrevista com Camilo Motter - Granoeste Corretora de Cereais sobre o Fechamento de Mercado da Soja

 

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Nesta segunda-feira (27), as cotações da soja voltaram a recuar na Bolsa de Chicago (CBOT), encerrando o dia com quedas por volta dos seis pontos nos principais vencimentos.

Camilo Motter, analista de mercado da Granoeste Corretora de Cereais, destacou que as relações comerciais entre China e Estados Unidos amargaram ainda mais, já que os norte-americanos anunciaram uma nova retaliação, que será replicada pelo país asiático. A China ainda teve recorrer na Organização Mundial do Comércio (OMC) contra os Estados Unidos.

Do outro lado, a avaliação do Crop Tour da ProFarmer deu conta de uma produção de soja de 128 milhões de toneladas para os Estados Unidos, com recorde histórico de produção e de produtividade.

O governo norte-americano, que tem como objetivo acabar com o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA), anunciou um acordo com o México e, posteriormente, deve fazer o mesmo com o Canadá. Este acordo contempla o produtor do país, que tem uma ampliação de mercado no horizonte.

A demanda da China, por sua vez, se concentra no Brasil. Para os outros mercados, a soja dos Estados Unidos é a mais barata e competitiva, bem como também aumentou a demanda interna por esmagamento no país norte-americano.

Fonte: Notícias Agrícolas

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