Resistências do fungo da ferrugem e de plantas daninhas estão entre os novos desafios para a produção de soja no Brasil

Publicado em 04/12/2018 13:30
Nas últimas 3 décadas a soja teve 4 grandes impactos fitotécnicos como o Cancro da Haste em 1989, Nematóide de cisto 1991, Ferrugem Asiática em 2001 e a Helicoverpa em 2012. Soluções sempre passaram pela adoção de novas posturas do produtor
Áureo Lantmann - Consultor Técnico

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Entrevista com Áureo Lantmann sobre Grandes impactos na cultura da soja

 

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Nesta terça-feira (04), o consultor técnico Áureo Lantmann destacou ao Notícias Agrícolas os grandes impactos fitotécnicos que atingiram a cultura da soja nas últimas três décadas.

O primeiro desses grandes impactos foi o cancro da haste, uma doença fúngica detectada em 1989 que produziu grandes perdas, comprometendo o rendimento das lavouras. Contudo, logo surgiram alternativas como variedades resistentes, adubação equilibrada e espaçamento para maior aeração.

Logo depois, na safra 1991/92, o nematóide de cisto foi o problema que trouxe sérias perdas na produção de soja. Sua primeira ocorrência foi detectada no Mato Grosso, causando redução da produtividade de 3300kg por hectare para 1600kg por hectare. Essa enfermidade afetou lavouras em todo o país, fazendo com que o rendimento fosse quase zero em alguns casos. Essa questão fez com que os produtores repensassem questões relativas à calagem e à forma de aplicação, bem como aumentou o interesse pelo plantio direto.

A ferrugem da soja, por sua vez, foi diagnosticada pela primeira vez em 2001. Devido à facilidade de disseminação do fungo pelo vento, essa doença pode ocorrer, praticamente, em todas as regiões produtoras de soja do país, com danos que podem chegar a 70%. Essa doença exigiu que os produtores buscassem conhecimento sobre ela, já que não se trata apenas de aplicar o fungicida mas, sim, de uma convivência com a doença.

O quarto grande impacto veio na safra 2012/13, com a Helicoverpa. Em algumas regiões, o dano causado pela lagarta chegou a 50%, mas seu controle com inseticidas ficou estabelecido dois anos depois, com o uso do benzoato - este que é restrito em alguns estados. O manejo dessa doença também passou a exigir maior presença no campo.

Nas últimas duas safras, 2017/18 e 2018/19, o produtor se viu diante de outros dois prenúncios: a falta de fungicidas para o controle da ferrugem e a perda de eficiência do glifosato para plantas daninhas resistentes, o que compromete o uso de variedades transgênicas.

Fonte: Notícias Agrícolas

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